quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Jogo da Glória

Em dias de chuva como o de hoje em que a neura e a loucura se instalam facilmente numa casa com 3 crianças enclausuradas, só mesmo com um joguinho para descontrair é que conseguimos um convívio pacífico.
Decidimos construir um Jogo da Glória desde o zero. Assim, pegámos numa folha de desenho A3 e desenhámos o nosso tabuleiro de jogo. Para ficar uma coisa mais colorida e animada decidimos usar os nossos fantásticos lápis Caran D'Ache e pintámos o jogo com as cores do arco-íris. Depois colámos a folha A3 numa base de cartão que sobrou das caixas da mudança e ficou assim.



Depois, as crianças quiseram fazer as suas peças de jogo em massa Fimo e assim fizeram. A Madalena construiu uma bola cor de rosa e o Lourenço uma espada, claro!!
Depois do jogo construído foi só diversão. Desta vez ainda usámos algumas perguntas do Trivial porque não tínhamos as nossas feitas em cartões. Mas daqui para a frente usaremos cartões feitos por nós com perguntas sobre os temas que estamos a estudar. Claro que para mim as perguntas são sempre do jogo Trivial para que nunca tenha hipóteses de ganhar. Cada um tem o que merece... ainda vou acabar a fazer noitadas para estudar os cartões do Trivial.
Vamos ter variadíssimas perguntas e cada cartão tem duas opções de pergunta, uma para o 5ºano e outra para o 1ºano. Pode haver perguntas sobre matemática, ciências, história, língua portuguesa, geografia, inglês ou arte. 


Hoje, durante o jogo surgiu uma pergunta sobre o surrealismo e o cubismo e aproveitámos para ver umas coisas na Internet sobre este tema. Claro que as crianças fizeram logo uma proposta: "Mãe, podemos pintar um quadro igual a este?" Acho que vamos fazer umas coisas de Picasso e Dali. Vamos ver o que é que sai...
Aqui fica uma ideia para dias de clausura, em que podemos estudar de uma forma divertida. A mãe tem uma trabalheira a fazer cartões de perguntas, mas as crianças ajudam e vão aprendendo qualquer coisa. 
Divirtam-se!!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Paelha Vegetariana


Este é um dos pratos vegetarianos mais apreciados cá em casa. Claro que as crianças resmungam sempre por causa do tomate e dos pimentos, mas eu vou insistindo, seguindo o velho ditado: "água mole em pedra dura..."
Espero que gostem da receita. É muito simples, super saborosa e rápida de fazer.

Ingredientes para a família toda:
2 copos cheios de abóbora cortada em pedaços pequenos
1/2 couve repolho
1 curgete
2 cenouras grandes
1 pimento cortado em pedaços pequenos
4 tomates maduros
3 cebolas cortadas em quartos e depois às fatias finas
4 dentes de alho
azeite, sal e pimenta q.b.
1 colher chá caril 
1 colher chá açafrão das índias
1 copo arroz basmati

Preparação:
Num tacho grande, colocar a cebola com azeite a alourar.
Quando a cebola estiver a ficar cozinhada, juntar o alho e a couve a estufar. Quando a couve estiver a ficar tenra, juntar o resto dos legumes, à exceção da curgete que entra só no final para não ficar em puré. Juntar metade da água que vamos usar para cozer o arroz e deixar cozinhar. 
Quando os legumes já estiverem tenros, juntar o arroz, o resto da água, os temperos e deixar cozer. Assim que o arroz estiver quase cozinhado, juntar a curgete. Esperar 5 minutos com o lume no mínimo e depois apagar. 
Servir com uma salada de alface. Uma delícia!!!
Bom apetite!!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Unschooling ou aprender em liberdade


A brincadeira favorita do Lourenço
Cavaleiro, cavalo e origami

Comecei isto do ensino doméstico apenas há um mês e já aprendi muito com esta experiência. Sim, eu é que aprendi. Aprendi que há crianças que aprendem tudo com um livro à frente e que há outras a quem é preciso tirar a folha e o lápis do caminho para que consigam aprender alguma coisa.
O Lourenço é uma dessas crianças. Meti na cabeça, na minha cabeça, claro, que o Lourenço iria aprender a  escrever e mais tarde a ler com o método global. Com este método, que eu considero fantástico, as crianças aprendem a escrever e a ler do todo para o particular. Começam com palavras inteiras e só depois vão procurar as sílabas e as letras. Como o Lourenço gosta de livros, pensei que seria a melhor forma de o incentivar a escrever e a ler. Não funcionou. Não consegui fazer nada com ele.
Tive que parar para pensar e para mudar de estratégia. Ele conhece as letras, sabe dividir palavras em sílabas, então vamos começar por aí. Começámos... e funcionou! Fiquei pasmada. Em dois dias o Lourenço começou a escrever palavras, umas atrás das outras. Consegue escrever palavras como "cavaleiro", "cavalo", "origami", "coração", que nem sequer são palavras fáceis. Aprendi com ele. Sim, eu é que aprendi com ele, que o que é bom para uns não é nada bom para outros. Agora resta-me continuar esta caminhada com ele. Palavra atrás de palavra, ainda tudo sem papel, que para isso ele não tem a mínima paciência. 
O Lourenço ensinou-me que é possível aprender a escrever sem pegar no lápis e na folha. E eu aprendi a lição, não vão haver mais momentos de "senta aqui com o papel à frente" enquanto ele não estiver preparado e sempre que fazemos uma atividade ou falamos de um tema eu peço-lhe para me dizer como se escreve determinada palavra e assim vamos caminhando juntos no mundo das letras. Um dia ele vai pedir o papel e o lápis e outro dia ele vai ler a primeira palavra. Esse dia vai chegar, mas não vai ser quando eu quiser, vai ser quando ele quiser. É para isso que cá estou, todos os dias, para lhes dar o que eles precisam em cada momento.
Deixo-vos aqui este pequeno filme que me serviu de inspiração nos momentos mais difíceis em que pensei que não ia conseguir ultrapassar as dificuldades. Porque de facto, as dificuldades são minhas, não deles. Eles aprendem sempre. Se nós soubermos o que eles precisam!!!


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Uma horta a nascer em Fontanelas

Já tinha decidido que este fim de semana era a data limite para pôr a horta a funcionar. Para além dos canteiros à volta da casa onde já tinha semeado cenouras, cebolas, rúcula e beldroegas, faltava arranjar o canteiro das aromáticas, transplantar as sementeiras para local definitivo e fazer novas sementeiras.
Comecei pelo canteiro das aromáticas, que descobri que tinha uma altura insuficiente para pôr as coisas diretamente na terra. Por isso, resolvi colocar tudo em vasos e floreiras e lá fiz o nosso canteiro de aromáticas onde podem ver hortelã, manjericão, rosmaninho e salva, oferecidos pelos nossos amigos "Soutelinhos", e por fim a salsa e os coentros do Horto da Praia Grande.


hortelã
manjericão, rosmaninho, salva, salsa e coentros

Como podem ver o Simão foi uma grande ajuda e inspiração para tratar da horta durante o fim de semana. Colaborou bastante...




Depois de arranjar os canteiros dediquei-me à verdadeira horta, ou pelo menos, àquilo que virá a ser a nossa verdadeira horta. O Zé construiu um magnífico compostor a partir de paletes que foi apanhando aí pelas ruas de Fontanelas. O Lourenço deu uma ajuda, e saiu esta obra de arte fantástica que tem sido de grande uso cá por casa. Deixámos de deitar fora todas as sobras orgânicas que eram imensas e passámos a colocá-las aqui dentro para mais tarde usarmos para enriquecer a terra.




O terreno onde estamos a fazer a horta é grande, mas está cheio de silvas e canas que têm que ser arrancadas. Essa parte deu mesmo muito trabalho e deixou-nos quase com bolhas nas mãos, mas não desistimos. Eu estava cheia de medo de não estar à altura desta tarefa, mas safei-me. Às vezes olhava para aquele terreno e nem sabia por onde começar, mas com a ajuda do meu engenheiro pessoal, consegui dar forma àquilo. E valeu a pena!!





Ali, naqueles regos feitos por nós, ainda sem sabermos muito bem como começar, estão batatas, mais uma vez oferecidas pelos nossos amigos "Soutelinhos" que gostam de nos oferecer coisas greladas e fora de prazo para pormos na terra. :) 
Nos regos seguintes estão diversos tipos de couve, alho francês e espinafres. Espero que agora chova um bocadinho para não ter que regar a horta. Com muita sorte nossa temos um poço para rega, mas ainda não construímos o sistema que nos vai permitir utilizar aquela água. Será a próxima etapa. Por enquanto acredito na força da natureza para fazer a nossa horta crescer.
Mais uma vez, o Simão foi um ajudante à altura...




No final do dia, já com as pernas e as costas a doer, ainda fiz novas sementeiras com mais couves, brócolos e alfaces. Agora é sempre a andar, sem parar. Espero ver esta horta produzir o suficiente para a nossa família viver. Espero daqui a um ano não ter que comprar legumes cá para casa. Aliás espero conseguir daqui a um ano vender legumes biológicos da nossa horta. Espero que o universo esteja do meu lado...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Este Momento #21



{este momento} - Um ritual de Sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.

{this moment} - A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember.


A primeira vez que vi esta ideia foi no blogue A Horta Encantada e achei fantástica. Tenho fotos aqui guardadas que não sabia o que lhes fazer, mas gosto delas por serem momentos especiais cá de casa. Quem as vir, não vai sempre entendê-las, mas para mim são especiais.
A ideia original saiu do blogue soule mama.

The first time I saw this idea was in A Horta Encantada and felt it would be wonderful if I would do the same. I've got some photos, special photos, that I would like to use but don't know where or how. I think sometimes you won't understand some of them, but for me they are special.
Original idea from the blog soule mama
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Visita ao museu arqueológico de São Miguel de Odrinhas

Esqueleto da pata de uma avestruz

Hoje fomos fazer uma visita ao museu de Odrinhas. Já lá não íamos há uns anos, mas como estamos a estudar o esqueleto dos animais em Ciências da Natureza e os Romanos em História, resolvemos lá ir dar um passeio. 
A exposição é gratuita e sempre aprendemos qualquer coisa nova. Se querem saber porque é que as aves têm um esqueleto diferente do dos mamíferos, ou porque é que os golfinhos têm ossos nas barbatanas, ou como é o esqueleto das tartarugas e o das cobras e sapos, e porque é que os lobos têm uns caninos tão grandes, então deem lá um salto. É muito engraçado para os mais pequenos. E para os crescidos também.
No final da exposição ainda fomos espreitar as ruínas romanas que, embora em muito mau estado de conservação, são sempre fascinantes. Como dizia a Madalena: "Como é possível que construções feitas há 2 milhares de anos ainda existam?" Saí de lá com vontade de ir direta para Conímbriga.
Foi uma manhã bem passada e ainda aproveitámos o sol quentinho antes de irmos para casa almoçar. As fotos são todas da autoria das crianças. 
Ah! É verdade! E voltámos para casa cheios de vontade de deitar mãos à obra e fazer uns mosaicos romanos em papel. Depois falarei disso mais à frente...

Diferença entre o esqueleto das aves e o dos mamíferos

Barbatana de golfinho

Esqueleto de uma cobra

Esqueleto de asa de morcego

Cemitério romano

Mosaico romano

domingo, 30 de setembro de 2012

Bolo de canela ao luar


Ontem fomos fazer um passeio fantástico com um grupo de amigos que já não víamos há algum tempo. O grupo de pais do Colégio Catarina de Bragança. Antes de irmos para os Açores os nossos dois filhos mais velhos andaram nesse fantástico colégio onde fizemos grandes amigos e agora que estamos de volta a Sintra tem sido bom voltar a estar com eles, mesmo fora do ambiente escolar.
Esse grupo de amigos organizou um passeio noturno na Serra de Sintra, mais propriamente na Peninha, e foi de facto fantástico. Os miúdos adoraram e os graúdos também. O passeio acabou era já quase meia noite, sempre acompanhado por uma lua cheia luminosa e no final tivemos direito a uma pequena seia para aconchegar as barrigas mais pequeninas. Foram uns valentes aqueles meninos. Foram 3 km a andar e sem uma única desistência. Até o nosso pequeno Simão, que julgo ter sido o mais novo a participar, fez grande parte do percurso a pé.
Claro que fotos do passeio não há. Para além de estar noite escura no meio das árvores, seria quase impossível tirar fotos e tomar conta de tanta pequenada ao mesmo tempo. Para terminar o passeio fomos até mesmo lá acima à Peninha, e claro, nada melhor do que uma fatia de bolo de canela com uma chávena de chá quente.
Bom apetite!!

P.S. Esta receita de bolo de canela foi a minha amiga Helena quem me deu. Fiz algumas alterações para a tornar numa receita vegan, mas deixo também a receita original para quem não tenha paciência para essas coisas. Espero que gostem!

Ingredientes da Helena:
3 chávenas farinha
2 chávenas açúcar
1 colher chá canela
2 ovos
1/2 chávena de azeite
1 chávena leite
1/2 chávena mel

Ingredientes da Colher de Mãe:
3 chávenas farinha
1 chávena açúcar mascavado
1 colher chá canela
1 colher chá bicarbonato de sódio
1/2 chávena mel
1/2 chávena azeite
1 chávena leite arroz
1 colher de chá sumo de limão
Cerca de 40 minutos a 180ºC
(esta receita já foi melhorada e por isso aqui alterada. Quem não tenha a nova versão pode vir aqui espreitar.)