terça-feira, 20 de novembro de 2012

Hambúrgueres de Aveia e Nozes



Mais uma receita preciosa para juntar à lista das comidas sem carne. No início de cada mês faço uma lista de cerca de 15 refeições sem carne que vou cozinhar para a família ao longo do mês. Faço as compras para todas essas refeições e depois é só escolher qual me apetece fazer a cada dia. Claro que a lista não é rígida. Se nos apetecer outra coisa não temos que cozinhar o que está na lista,  mas assim facilita a gestão da despensa e da imaginação. Como fazer comida para toda a família todos os dias não é das minhas ocupações favoritas, esta lista dá-me algum sossego. Mas tenho que ir acrescentando coisas novas de vez em quando para não estarmos a comer sempre a mesma coisa. Esta receita de hambúrgueres foi um achado que fiz aqui neste blogue.
Adaptei a receita e ficou para sempre na nossa lista porque todos adoraram. O acompanhamento preferido cá em casa é o esparregado. Somos todos viciados!!!E eu adoro vê-los comer com gosto!!
Espero que gostem...
Bom apetite!!

Ingredientes:
150 grs de nozes
200 grs de flocos de aveia
100 grs de broa de milho ralada
1 copo de leite de arroz (deixámos de consumir leite de soja e alterei a receita)
2 ovos
1 cebola picada
3 dentes de alho
sal e pimenta
coentros e oregãos a gosto 

Picar as nozes com a aveia. Juntar a broa ralada e adicionar a cebola, os alhos, o leite de soja e os ovos. Misturar muito bem com as mãos e acrescentar os temperos. Formar pequenas bolas com as mãos e achatá-las até terem a forma de hambúrgueres. Numa frigideira com azeite, dourar os hambúrgueres de um lado e do outro. Acompanhar com esparregado.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Este Momento #23

Romanos na Península Ibérica com torradas para pequeno almoço

{este momento} - Um ritual de Sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.

{this moment} - A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember.


A primeira vez que vi esta ideia foi no blogue A Horta Encantada e achei fantástica. Tenho fotos aqui guardadas que não sabia o que lhes fazer, mas gosto delas por serem momentos especiais cá de casa. Quem as vir, não vai sempre entendê-las, mas para mim são especiais.
A ideia original saiu do blogue soule mama.

The first time I saw this idea was in A Horta Encantada and felt it would be wonderful if I would do the same. I've got some photos, special photos, that I would like to use but don't know where or how. I think sometimes you won't understand some of them, but for me they are special.
Original idea from the blog soule mama.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Peixes


A Luísa Pitadas, que tem um blogue sobre ensino doméstico que eu gosto muito de espreitar, convidou-me para participar num outro blogue, onde várias famílias em ensino doméstico apresentam alguns trabalhos. A coisa funciona da seguinte maneira: a Luísa dá-nos um tema de quinze em quinze dias e nós temos que o trabalhar da forma que melhor entendermos. No final desses quinze dias todas as famílias que o queiram fazer podem postar o seu trabalho e comparamos as diversas abordagens. É muito engraçado ver como cada família tem a sua forma de trabalhar e desenvolver diferentes assuntos. 
Esta quinzena, até 15 de Novembro, o tema era "Peixes". Nós trabalhámos o tema da forma que as crianças quiseram. Não estavam muito viradas para grandes pesquisas e voltaram-se mais para as artes. Origamis é uma atividade muito querida cá por casa e faz parte da nossa "escola" sempre que possível. Por isso, resolvemos fazer peixinhos em Origami. Vários tipos de peixinhos. Cada um fez o seu e pintou-o da forma que entendeu. Eu também participei, claro. Nunca perco uma oportunidade!!
Ao mesmo tempo, estamos a estudar os Romanos em História. Esta disciplina faz parte do currículo do 5ºano mas nós fazêmo-la para todos. Até o Lourenço tem aprendido umas coisas. Durante o nosso estudo sobre os Romanos, descobrimos que o "peixe" era um dos símbolos secretos dos cristãos aquando da ocupação romana na Península Ibérica e fizeram-se muitos mosaicos romanos com a figura do peixe. Logo, como já andávamos há algum tempo a querer pintar um mosaico romano, resolvemos fazer um com a figura do peixe.
Se quiserem seguir os nossos trabalhos podem encontrá-los aqui. Vamos, a partir de hoje, responder sempre que possível, aos desafios da Luísa.
Espero que gostem! 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Green Smoothie pela fresquinha


Há cerca de 6 meses que começámos a beber green smoothies ou batidos de fruta e vegetais ao pequeno almoço. Nunca mais comemos outra coisa, e quanto a mim, que era viciada em torradas e café, se não tiver possibilidade de fazer este pequeno almoço, não como nada senão fruta. O café já não entra de forma alguma, e as torradas, só o mal que entretanto percebi que me faziam a todo o sistema digestivo, nem pensar! Mas isso já é outra história. Isto para vos dizer que, começando a beber estes batidos deliciosos, ficamos completamente viciados. Dão imensa energia que se prolonga até à hora de almoço, enchem-nos a barriga de vitaminas, fibra e enzimas que são tão importantes para o nosso organismo. Para não falar do seu poder antioxidante e alcalinizante. 
Todos aqueles a quem falamos dos nossos pequenos almoços nos perguntam como se faz, por isso, resolvi deixar-vos aqui uma receita base, mas podem sempre inventar a vosso gosto e experimentar novos sabores.
O importante é usar sempre folhas verdes que podem ser de couve, espinafres, agriões (para quem gosta do seu sabor forte), brócolos ou até mesmo uma simples alface. Quando digo folha é mesmo esta a regra, deve retirar-se sempre o talo e usar apenas a folha. Podem pôr um bocadinho de hortelã, manjericão, salsa, qualquer coisa verde que gostem. Depois é juntar fruta a vosso gosto. A proporção que nós usamos é 50% vegetais para 50% fruta, em volume. Parece confuso, mas depois de se começar torna-se mais simples e começa-se a inventar. O problema mesmo é ter sempre a casa abastecida com os ingredientes que mais gostamos. Abacate e banana são duas frutas que tornam os batidos muito cremosos, por isso aconselho a porem sempre pelo menos uma delas. A banana tem a vantagem de adoçar o batido. Para os principiantes, digo sempre para colocarem mais fruta do que vegetais de folha verde e a usarem mais do que uma banana. Mais tarde vão começar a reduzir a quantidade de doce e a aumentar os verdes, mas para começar é mais fácil assim.
Agora vou deixar aqui uma receita base e a partir dela podem  inventar sabores a vosso gosto.
Cá por casa fazemos 2 litros de batido ao pequeno almoço e não sobra uma gota, mas se acharem muito, façam apenas metade da receita. Nós temos uma bimby que nos simplifica muito o processo. Se não tiverem uma máquina destas aconselho a usarem uma blender bem potente para que não fique com bocados inteiros. O objetivo é que fique mesmo smoothie...
Vão adorar! Cá em casa, embora o Lourenço seja quem menos aprecia os smoothies, todos comemos este pequeno almoço todos os dias.

Ingredientes para 2 litros de batido verde:
12 folhas de espinafres 
2 folhas de couve coração sem talo
10 amêndoas com pele
2 pêras
2 maçãs
20 uvas brancas
1 fatia melão
1 banana
1/2 abacate
1 colher de chá de canela
água

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O Bolo de Aniversário do Pai Zé Maria



Há já algum tempo que me meti nesta aventura dos bolos vegan, mas não tem sido fácil alcançar bons resultados. Os muffins resultam na perfeição, mas os bolos de aniversário têm-se mostrado difíceis de conseguir. Este foi o primeiro digno de ser postado. 
Claro que, como em tudo na vida, as opiniões dividem-se. Há aqueles que gostam de bolos vegan, com pouco açúcar e textura diferente, e há aqueles que dizem logo que não sabe a nada. A minha sobrinha Inês disse logo que estava horrível, que não sabia a nada. Eu gosto de bolos assim. Já me habituei de tal forma a bolos com pouco ou nenhum açúcar e sem ovos nem manteiga, que dificilmente como um bolo normal. Isto só para dizer, que quem estiver habituado a bolos vegan vai concerteza gostar deste! Quanto a mim, o único defeito que lhe encontrei foi ter cozido um pouco demais. É um cuidado a ter nos bolos vegan. No final da cozedura, se ainda vier um pouco de bolo agarrado ao palito, então está na hora de desligar o forno. Não podemos seguir o truque dos bolos normais, ou fica um pouco seco. Mas comestível na mesma... 
A cobertura do bolo estava deliciosa e se por acaso vos acontecer cozerem demasiado o bolo, podem sempre abri-lo ao meio e rechear com o mesmo creme da cobertura. De chorar por mais!!!
Para os meus amigos vegan... um bolo a não perder!!!


Ingredientes para o bolo:
2 copos de farinha de trigo
1 copo de amido de milho
1 copo de cacau em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
2 copos de café 
2 colheres de chá de vinagre
1 copo de açúcar mascavado 
(para os mais gulosos, 2 copos, ou acrescentar um copo de geleia de milho)
1 copo de óleo de coco

Ingredientes para a cobertura:
2 copos de leite de soja
3 colheres de sopa de açúcar mascavado
3 colheres de sopa de cacau em pó
1/5 copo de água morna
1 colher sopa de amido de milho

Numa taça juntar todos os ingredientes secos peneirados. Noutra taça juntar todos os ingredientes líquidos e mexer bem. Juntar tudo e bater com a batedeira. Levar ao forno pré aquecido a 200ºC durante cerca de 40 minutos numa forma redonda sem buraco.
Para a cobertura, misturar todos os ingredientes num tacho e cozer em lume brando até ficar cremoso. Quem tiver uma bimby tem a vida ainda mais facilitada. Juntar tudo na velocidade 4 a 70ºC!! :)
Cobrir o bolo com este creme depois de estar frio. Quem queira pode também recheá-lo.
Para aqueles menos radicais como eu, espalhar raspas de chocolate amargo e de chocolate branco por cima do creme da cobertura. Dá-lhe aquele toque...
Bom apetite e bom aniversário!!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Bolachas Vegan com Chocolate Negro



Hoje é dia de aniversário cá em casa. O pai Zé Maria faz 47 anos!!! Ontem, passámos a tarde na cozinha  a preparar o resto da prenda que os miúdos queriam oferecer ao pai. Digo o resto porque a outra parte da prenda já acabámos durante a semana.
Os pequenos pegaram num frasco que cá tínhamos em casa e, com a técnica de découpage, colaram desenhos feitos por eles. Até o Simão participou. E só à noitinha quando lhe lavei os dentes,  percebi que aquela capa esbranquiçada que tinha à volta da boca não eram restos da papa do lanche, mas sim cola!!!!
Sobreviveu...
Depois de pronto o frasco, nada mais que uma bela fornada de umas deliciosas bolachas vegan para o encher. E digo deliciosas mesmo!!! Maravilhosas!!! Uma receita fantástica que adaptei deste blogue:  http://bussolavegan.blogspot.pt/2010/09/cookies.html. Parecem aquelas bolachas com pepitas de chocolate que compramos no supermercado, só que muito mais saudáveis. 
Os miúdos adoram passar uma tarde na cozinha a fazer bolos ou bolachas e claro que acabam sempre com a barriga cheia!! Depois é só conseguir voltar a ter a cozinha como estava antes... mas eles já ajudam! Enquanto lavo a loiça toda, um deles aspira o chão e o outro vai arrumando as coisas no lugar. O Simão anda por ali a fazer disparates uns atrás dos outros, como destruir sementeiras, por exemplo!!
Acho que o pai vai adorar a prenda das crianças, mas acho que não vai durar muito tempo. Depois é só fazer mais umas fornadas para voltar a encher o frasco.
Espero que gostem!
Bom apetite!


Ingredientes para cerca de 45 bolachas:
2 copos farinha de trigo
2 colheres chá bicarbonato de sódio
1/2 colher chá canela em pó
1 copo açúcar mascavado
3/4 copo óleo de coco
3/4 copo café
1 copo chocolate negro picado

Aquecer o forno a 180ºC. Misturar os ingredientes secos à exceção do açúcar e misturar bem. Noutra taça, misturar o açúcar com o óleo de coco e mexer com um garfo. Juntar o café a esta mistura e mexer bem. Juntar os ingredientes secos com os líquidos e mexer sem bater. Quando estiver tudo bem misturado, encher um saco de pasteleiro com esta massa e formar bolachinhas. A massa fica bastante mole e torna-se fácil fazer as bolachas. Cobrir cada uma das bolachas com o chocolate negro picado e levar ao forno num tabuleiro forrado com papel vegetal. Estão prontas quando crescerem e parecerem ainda meio moles. Depois de arrefecerem ficam estaladiças. Guardar num frasco, se sobrar alguma...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Passeio de bicicleta


Fomos dar um passeio de bicicleta e eu não resisti em aqui vos contar esta aventura de uma família que sai de casa toda equipada para dar uma volta e regressa meia hora depois com um ar vitorioso de prova superada. Sim, para nós é assim. 
Em primeiro lugar, o cromo número um a andar de bicicleta é a mãe. A mãe aqui de casa adora andar de bicicleta, mas os seus dotes nesse desporto não vão além de conseguir, muito concentrada, manter-se em equilíbrio em cima da dita. E muitas vezes vai ao chão. Basta uma das crianças fazer uma razia às rodas do velocípede e a mãe vai ao chão, na hora. Aliás, já foi! E com o Simão atrás. Enfim, uma verdadeira desgraça. Mas mesmo assim adora umas voltinhas de bicicleta. Ah! E claro, para não falar no pânico que sente ao ver um cão a um quilometro de distância. É mulher para fazer mais uns quilómetros a pedalar só para não se cruzar com o dito cão.
Depois temos a Madalena, que é uma boa ciclista, aventureira destemída, que desde que recebeu uma bicicleta com mudanças no seu aniversário, não perde uma voltinha. 


Logo a seguir vem o Lourenço, que herdou com muito orgulho a velha máquina da irmã, cor de rosa e amarela, por sinal. Nada disso o incomoda, mas o facto de a bicicleta não ter mudanças é um problema. Enquanto é a descer ou a direito o Lourenço é o herói da família, mas assim que se vislumbra uma subida no horizonte, o rapaz desce da bicicleta e vai a dizer mal da sua vida até a tortura acabar. E tem fome, e sede e doem-lhe as pernas, e não há mal que o rapaz não tenha.


O Simão, quando tem a sorte de sair de casa numa máquina de duas rodas conduzida pelo pai Zé Maria, o alívio e a descontração são tais, por ver que não é a mãe ao volante da coisa, que adormece assim que viramos a primeira esquina. 


Claro que, se for a mãe a conduzir a bicicleta onde ele se encontra, o risco de acabar colado no asfalto é grande e nem sequer lhe sai um bocejo. Vai ali de holofotes bem abertos à espera do desastre...
Mas desta vez saímos de casa com o pai. Sorte!! A volta foi pequena, mas suficientemente grande para o Lourenço carpir metade do tempo, a Madalena acabar triste porque queria mais um bocadinho, a mãe, feliz por ter chegado sem ter caído uma única vez e o Simão a dormir profundamente.


Adoro passeios de bicicleta. A sério que sim. E ainda hei-de saber andar com um ar seguro e profissional. Juro que hei-de!!
Só não sei é como é que o pai tem paciência para estas saídas... :)