sábado, 4 de julho de 2015

Dúvidas e Divagações de uma Mãe


Eu e as crianças gostamos de jogar jogos de tabuleiro e um dos nossos preferidos é o Catan. Nunca nos cansamos de jogar e as partidas são sempre pacíficas e divertidas levando imenso tempo a acabar porque mesmo o Simão que ainda tem pouca autonomia a jogar já consegue tomar decisões estratégicas sozinho e contar os números que saem nos dados. Estamos habituados a esperar uns pelos outros, a ajudar quem ainda precisa e temos uma forma pouco competitiva de levar este tipo de jogos em família. Quase sempre jogo com eles, mas por vezes, quando tenho algo inadiável para fazer, posso deixá-los sozinhos a jogar que todos se ajudam e apoiam. Estamos tão habituados a funcionar desta forma que nem me passou pela cabeça que pudesse ser de outra forma.
Desde o início desta semana que temos tido a casa sempre cheia com a presença de dois amigos dos nossos filhos que estão aqui a passar férias numa casa ao lado. Assim que acordam de manhã vêm bater à porta para brincar, e passam os dias juntos sempre que estamos por aqui. Podia ser uma coisa muito boa, não fossem estes amigos duas crianças com questões familiares, pais separados, muito dinheiro e pouca atenção. São crianças completamente desconectadas, com quem não se consegue ter uma conversa olhando nos olhos, que não perdem uma oportunidade para mentir ou fazer o contrário daquilo que ficou combinado e o nível de agressividade na relação com os outros é assustador. Não estou habituada a lidar com isto e tem sido muito difícil para mim encontrar um equilibrio. Não quero que os meus filhos deixem de ser amigos deles, mas também não encontro nada de benéfico na relação que têm.
Têm querido jogar Catan todos juntos e como são 4 jogadores, achei que poderiam jogar sozinhos enquanto eu andava por aqui a fazer outras coisas, mas minutos depois de começarem o jogo percebi que teria de intervir ou iria acabar com mortos e feridos. Sentei-me com eles à mesa, à frente do tabuleiro e tive que impor as regras e controlar todo o jogo. Não gosto de ser assim, impor a ordem e dizer que quem manda aqui sou eu e que ninguém dá um passo sem eu dizer. Mas foi assim durante todo o jogo. Assim que me distraía com qualquer coisa apanhava-os a fazer batota, a roubar cartas, a posicionar os dados para sair o número que mais convinha, a chamarem nomes aos outros jogadores e sempre com uma competitividade e agressividade que achava dificil encontrar em crianças pequenas. Conseguimos acabar os jogos, ontem e hoje, mas foram duas horas de luta para controlar a testosterona dos rapazes aqui do lado. Acabei cansada! Senti-me na selva, sempre a tentarem enganar-me,  passar-me a perna. 
Pergunto-me se esta relação dos meus filhos com estas duas crianças lhes trará algo de positivo. Se por um lado acho que não tenho o direito de lhes negar esta "amizade" e que terão que ser eles a perceber até que ponto é ou não positivo passarem tempo com estes amigos, por outro lado é cansativo lidar com crianças em quem não consigo confiar. E fico sempre a pensar como serão estes dois rapazes daqui a uns anos, quando chegarem à adolescência. Se neste momento já estão tão desconectados dos outros, sem qualquer tipo de empatia por alguém, como será daqui a uns anos? E agora durante estes 14 dias, como conseguirei lidar com isto diáriamente? Até que ponto devo deixar que interfiram na nossa harmonia familiar? 
Enfim, dúvidas que me assaltam nestes dias... e o Matias quase a nascer....
<3

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Este Momento #49




{este momento} - Um ritual de Sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.
A primeira vez que vi esta ideia foi no blogue A Horta Encantada e achei fantástica. Tenho fotos aqui guardadas que não sabia o que lhes fazer, mas gosto delas por serem momentos especiais cá de casa. Quem as vir, não vai sempre entendê-las, mas para mim são especiais.

A ideia original saiu do blogue soule mama.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Wolf Children e a Liberdade de Escolher

Resultado de imagem para wolf children

Com o tempo acho que contagiei os meus filhos com o vício dos filmes de animação japoneses. Andam sempre à procura de algum que ainda não tenhamos visto e no meio de muitos que até nem interessam assim tanto, descobrimos verdadeiras obras de arte que nos marcam e que vemos vezes sem conta.
Um desses filmes chama-se wolf children e lembrei-me dele porque tem a ver com aquilo que queria aqui falar hoje, com as escolhas que os nossos filhos fazem ao longo das suas vidas e que nem sempre são aquelas que gostaríamos que fizessem, mas que ainda assim nos deveriam deixar felizes pelo simples facto de mostrarem que eles têm capacidade de as fazer. 
Quando falo de escolhas, falo de coisas do dia a dia que nós adultos temos dificuldade em aceitar, mas que para eles são importantes, lhes constroem a autoestima e são um treino para futuras escolhas mais complexas e importantes nas suas vidas. É como treinar com pesos pequenos para que um dia consigam treinar com pesos bem grandes. Porque crianças que aprendam a fazer escolhas em pequenas, mesmo errando, serão capazes de fazer escolhas mais complexas quando forem adultas. 
Para nós, enquanto família em Ensino Doméstico, fez parte de todo o processo aprender a aceitar as escolhas dos nossos filhos tentando não os controlar. Esta noção que temos de que podemos controlar tudo o que eles fazem é uma ilusão que só nos leva a guerras e desilusões. E a desilusão só acontece porque criámos expectativas, porque estamos à espera que eles sejam algo que não são mas que nós imaginámos que fossem ou queríamos que fossem.
Para nós, tomarmos consciência de que ao tentarmos controlar os nossos filhos só estávamos a distanciar-nos deles, fez-nos perceber que seriamos todos muito mais felizes se lhes déssemos hipótese de escolher nas coisas que lhes dizem respeito. E rapidamente chegámos a um ponto em que a nossa convivência é pacífica, em que nos entendemos e nos sentimos ligados, conseguindo comunicar sem segredos, podendo falar de tudo porque respeitamos as opiniões uns dos outros. 
Coisas como a roupa que querem vestir, se querem andar calçados ou descalços, o que comem e quando comem, se bebem água, se cortam o cabelo e como o cortam, se querem tomar banho, se querem ou não dormir, se querem ir passar uns dias a casa dos avós, se querem dar beijinhos às outras pessoas, como gastam o seu dinheiro, são decisões inteiramente deles. 
Claro que ao crescerem as decisões serão também elas mais complexas e algumas podem ir completamente contra aquilo em que acreditamos ou o caminho que queremos fazer, mas não deixam de ser as suas escolhas. Quando a nossa filha Madalena decidiu ir para a escola, foi uma decisão difícil para mim, talvez também para o pai, mas mais para mim. Queria dar-lhe essa liberdade, mas ao mesmo tempo não queria que ela fizesse essa escolha. Vejo todos os dias que a escola não é um lugar onde se aprenda alguma coisa de útil, onde se conheçam muitas pessoas interessantes, mas tive que aprender a viver com essa sua decisão. Se foi esse o caminho que escolheu e se encontrou o que procurava, então só posso ficar feliz por ela. Confesso que não tem sido fácil para mim aceitar isto, tem sido uma luta interior diária, há dias em que quase parece que desisti dela porque deixei de lutar por aquilo que acreditava ser o melhor para ela, mas depois penso que é o seu caminho e não o meu. Só poderei encontrar paz na minha relação com ela se aceitar que ela é capaz de tomar decisões sozinha, de escolher o seu caminho. E os nossos filhos serão sempre perfeitos se aprendermos a não ter qualquer tipo de expectativas em relação a eles, se aprendermos a aceitá-los exactamente como eles são. E não digo que seja fácil, para mim não foi nem está a ser, mas se quiser escolher o amor e o respeito dos meus filhos terei que ser capaz de os deixar viver as suas vidas. É um trabalho que terei que fazer todos os dias, mas acredito que vou conseguir lá chegar. 
  

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Barquinhos com Rolhas - Ensino Doméstico



Vimos uns barquinhos muito giros num site que já não me lembro qual era e os miúdos pediram para fazer. Já navegaram, já se desfizeram, mas deram origem a momentos divertidos.
Podem experimentar fazer com as vossas crianças.

Material para cada barco:
3 rolhas de cortiça
2 elásticos pequenos
1 palito para a vela
1 quadrado de papel para fazer de vela
tinta para pintar os barcos

Primeiro colámos as rolhas umas às outras porque percebemos que a do meio saltava para cima se colocássemos apenas os elásticos. Já aprendemos qualquer coisa com isto!!! :)
Depois espetámos o palito que iria servir de mastro.
Pintámos os barcos usando aguarelas que saíram na primeira viagem transaltlântica, claro! Se quiserem que a pintura dure mais tempo usem outro tipo de tinta que não saia com água. Nós só usamos tintas à base de água.
Depois dos barquinhos estarem pintados e secos, já podem colocar a vela e os elásticos e  levá-los a navegar.
Nós adorámos e divertimo-nos...





domingo, 17 de maio de 2015

Gelado Manga/Banana



Conseguem imaginar um gelado que os vossos filhos possam comer ao pequeno almoço? Pois aqui têm, e sem remorsos. Com apenas três ingredientes e sem açúcar, conseguem um gelado delicioso e cremosos a qualquer hora do dia. Só têm que congelar a fruta com alguma antecedência e em 5 minutos está feito! E não há nada melhor para uma mãe do que ver as suas crias a comer fruta com um belo sorriso nos lábios. 

Ingredientes:
1 manga 
3 bananas médias
1 pacote de natas de coco (vegan)


Cortar a manga e as bananas em pequenos pedaços e congelar. 
Depois de terem a fruta congelada, que dá cerca de 600g, colocar no copo da bimby e programar 2MIN/VEL9.


Colocar a borboleta, deitar as natas e programar 3MIN/VEL3.
Comer de imediato ou colocar no congelador em doses individuais.
Se ficar muito duro depois de congelado, pode colocar-se na bimby e voltar a programar 3MIN/VEL3 durante 2 minutos.
Bom apetite!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Gelado de Morango e Banana




Ontem fizemos gelado e foi um sucesso tão grande que resolvi dar-vos a receita. Já tinha feito outras vezes apenas com morangos, mas não ficava suficientemente doce para o paladar dos mais pequenos, nem para o meu. Tinha que pôr sempre algum açúcar ou outro adoçante e andava à procura de receitas que não precisassem. Encontrei uma receita numa página de facebook que já não me lembro qual era que dizia que o truque era colocar bastante banana para adoçar. Experimentei, e de facto faz toda a diferença. Assim, aqui fica a receita:

Ingredientes:
400g morangos
2 bananas grandes
1 clara de ovo

Lavar os morangos e cortá-los ao meio, descascar as bananas e cortá-las em pedaços pequenos, colocar tudo dentro de um saco e congelar. Quando a fruta estiver congelada, deitar tudo dentro do copo da bimby e triturar durante 1MIN/VEL9. 
Colocar a borboleta, deitar a clara de ovo e programar 3MIN/VEL3.
Servir imediatamente ou congelar em copos individuais.
Os nossos congeladores deixam os gelados muito duros e os miúdos não costumam gostar, por isso aconselho a retirar do congelador cerca de 20 minutos antes de comer, ou voltar a colocar na bimby com a borboleta na VEL3 até voltar a ter a consistência cremosa.
Bom apetite!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Este Momento #48 - Cavaleiros ou Carpinteiros



{este momento} - Um ritual de Sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.
A primeira vez que vi esta ideia foi no blogue A Horta Encantada e achei fantástica. Tenho fotos aqui guardadas que não sabia o que lhes fazer, mas gosto delas por serem momentos especiais cá de casa. Quem as vir, não vai sempre entendê-las, mas para mim são especiais.

A ideia original saiu do blogue soule mama.