quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Mooncup - Conversa de Gajas

Hoje a conversa é para gajas. Gajas com filhos, sem filhos, com maridos, sem maridos, todas aquelas que todos os meses gastam dinheiro em tampões e pensos higiénicos e que com isso contribuem para o nosso planeta estar cada vez menos verde. Como eu! Como quase todas nós!
Há uns anos atrás, depois de nascer o Simão, resolvi experimentar o Mooncup. claro que não funcionou. Acabada de parir o terceiro filho, achava eu que ia usar um copo menstrual e que ele ia lá ficar, seguríssimo, sem cair!! Sim, cair! Se calhar ninguém fala disto porque estas coisas não são para se falar em público, são para se esconderem dos outros e sofrermos sozinhas e acharmos que só nós é que passamos por isto! Tretas!!!
Bom, o meu copo simplesmente não se segurava, e ao fim de pouco tempo estava eu a desistir e a achar que nunca iria conseguir dar o meu pequeno contributo para um planeta mais verde. Mas como sou teimosa, ao fim de 4 anos e alguns exercícios, consegui finalmente voltar a usar o meu ''copinho''. E não cai!!! Fiquei feliz, mesmo feliz. 
Há uns dias uma grande amiga minha resolveu falar da sua experiência com o Mooncup, (obrigada Is), e eu achei que também deveria falar da minha e dá-lo a conhecer a outras mulheres que também se preocupam com a sua saúde e a saúde do planeta. Para além de achar que devíamos falar mais destas coisas, claro, copos que caem e não só. Deixarmos de esconder estas dúvidas e angústias apenas porque toda a vida nos disseram que não deveríamos falar delas. É bom conhecermos o nosso corpo e partilharmos dúvidas e ideias. Aliás, muitas de nós têm filhas. Porque não começar já a falar com elas sobre estes assuntos e dizer-lhes que não há tabus?
Tenho uma filha com 12 anos que já tem um Mooncup (oferecido por uma amiga especial). Ainda não o usou, mas está cá para quando ela se sentir confortável para o usar.
Deixo-vos o link para poderem comprar o vosso, se quiserem. Existe em dois tamanhos e vale a pena o investimento!
Até breve e boas luas. ;)

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Fermento e Um Pão sem Gluten



Hoje resolvemos começar o dia com um pão sem gluten. Já tinha comprado a farinha especial há uma data de tempo e ainda não tinha tido coragem de lhe pegar. 
Ando a tentar retirar o glúten da nossa alimentação, mas não é uma tarefa nada fácil e acaba por ser mais uma coisa com que me preocupar no meio de tantas outras. Mas com tanta chuva e algum frio lá fora até apeteceu ligar o forno.
No momento de juntar todos os ingredientes, surgiu a pergunta de uma cabecinha pequenina: "o que é isso do fermento? Para que serve?"
Lá fomos então investigar e encontrámos uma explicação bem fácil e à altura destes pequenos curiosos aqui neste site.
Retirei a informação mais interessante que agora partilho convosco.

O que é o fermento?
O fermento biológico é composto por microorganismos vivos, fungos, que chamamos de leveduras. Essas leveduras, que têm um nome bem esquisito, saccharimyces cerevisiae, vão multiplicar-se quando estiverem em contacto com a temperatura da massa e com o açúcar também da massa. Esses bichinhos alimentam-se desse açúcar e começam a multiplicar-se.

Para que serve o fermento?
Para fazer a massa crescer e ficar mais fofa.

E o que faz a massa crescer?
Esses bicharocos, chamados de fermento, ao reagirem à temperatura e ao açúcar da massa começam a libertar álcool e dióxido de carbono. Este gás faz a massa crescer e o álcool dá sabor e aroma.

Depois de tudo explicadinho lá fizemos o nosso pão que saiu muito bem.




Aqui fica também a receita:
500g farinha especial "ma vie sans gluten" comercializada pela Próvida
1 colher de sopa de azeite
22g de fermento fermipan
480g água

Colocar a água juntamente com o azeite e o fermento dentro do copo da Bimby. Misturar na VEL4.
Programar 3MIN, VEL ESPIGA e ir deitando a farinha. No final, deitar a massa para uma forma retangular forrada com papel vegetal e levar ao forno a 180°C durante cerca de 50 minutos.
Colocar um recipiente com água dentro do forno para que o pão não fique muito seco.
Bom apetite!


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Sólidos Geométricos

Isto de falar de sólidos geométricos de manual aberto para crianças de 8 anos parece-me ridículo. Assim como tantas outras coisas que perdem toda a graça quando se pega no manual. 
Como acho que já disse, este ano não adotámos manuais escolares para o 3º ano. Vou seguindo as metas, outras vezes nem por isso, e vou usando a imaginação para tornar as coisas mais agradáveis.
Desta vez apeteceu-nos falar de polígonos e de sólidos geométricos. Depois de vermos as definições para cada coisa, de percebermos que podemos construir sólidos geométricos a partir de polígonos, depois de procurarmos na despensa e pela casa fora por sólidos geométricos, resolvemos construí-los nós mesmos.
Foi imprimir, descobrir as figuras planas dentro de cada sólido, foi pintar, recortar e colar.
E no fim, ficou assim!



terça-feira, 30 de setembro de 2014

"Mãe com Bebé na Barriga"

O Simão não é um grande desenhador, nunca foi, nunca mostrou muito interese por desenhos, mesmo quando todos nós nos sentamos para desenhar ou pintar. Até agora, o máximo que fez foi riscos e rabiscos. Para nós isso nunca foi um problema e nunca lhe mostrámos ou dissemos o que deveria fazer ou como fazer. Deixei sempre fluir, à vontade dele, curiosa se algum dia ele iria desenhar. Cheguei a pensar que nunca deixaria de fazer rabiscos, mas mantive-me firme na convicção de que se algum dia fizesse mais do que isso seria por sua vontade e criação.
Cá em casa já todos são crescidos, noutra fase de desenhos e pinturas, e como o Simão não vai a escola, não tem onde ir buscar ideias, não tem quem imitar. Mas esperei, sempre na espectativa do que iria acontecer. Foi quase um estudo científico. Eu queria mesmo saber!
E ontem, do nada, o Simão desenhou "uma mãe com um bebé na barriga"!
Conclusão do meu estudo científico: (tom irónico que eu não tenho feitio nem capacidade de organização para estudos científicos) todos lá chegam! Uns antes, outros depois, mas todos lá chegam! Todas as crianças têm capacidade criativa. E os riscos e rabiscos, e mais tarde a figura humana como o Simão desenhou, estão lá, dentro deles. Todos passam pelas diferentes etapas e nós não precisamos de os ensinar, de fazer para eles copiarem, e eles não precisam de observar as outras crianças a desenhar para poderem aprender. Essa capacidade nasce com eles. Basta que vivam o dia a dia de olhos abertos e curiosidade aguçada, que um dia, do nada, vão passar para o papel tudo aquilo que andaram a observar. E quando o fizerem, já amadureceram, já têm motricidade para isso, sai naturalmente.
E seria tão bom que a escola respeitasse isso, que os deixasse lá chegar, livremente, sem regras, sem tempos, sem imposições.


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Cores

Depois de 4 meses de férias do blogue apeteceu-me voltar. A ideia não era deixar de escrever completamente, mas o tempo foi passando e a vontade era pouca. Agora, com o regresso à escola e com novas ideias na cabeça, já faz sentido aqui voltar.
O meu último post foi sobre os exames, aqueles exames que as crianças em ED têm que fazer obrigatóriamente. A todas as disciplinas. Correram bem, se é que isso realmente importa e a  Madalena está agora no 7º ano e por sua decisão foi para a escola. Foi voar com as suas próprias asas, aquelas que andámos anos a fortalecer, foi ter novas experiências, sempre com a possibilidade de voltar se assim quiser.
Os rapazes continuam em casa e é sobre as suas experiências e feitos que aqui irei falar. Continuam a ser guerreiros, cavaleiros, índios, astronautas, animais selvagens e às vezes também são um bocadinho alunos. O Simão continua a fazer o que quer o dia inteiro, ou seja, brincar! O Lourenço faz uns intervalos para trabalhar, mas este ano estamos a experimentar uma nova abordagem. Não comprámos manuais e estamos a basear-nos apenas nas metas curriculares. Está a ser muito mais divertido! Até a escrita, que é o grande desafio do Lourenço, está a sair com mais arte! 
Começámos o nosso ano letivo com muita calma e de pincéis na mão, como eles gostam. Acho que este ano vamos ter os pincéis nas mãos muitas vezes... 
Estudámos as cores primárias e as secundárias, misturámos cores para ver o que davam:


Fizemos desenhos com cores quentes e desenhos com cores frias:




Recortámos os desenhos em forma de triângulo (podia ter sido qualquer outra forma, mas aproveitámos para perceber que existem tantos tipos de triângulos...) e voltámos a colá-los numa cartolina preta, como se fossem peças de um puzzle.



 Foi divertido! Aprendemos imenso e fizemos coisas que gostamos.
Até breve!
 

terça-feira, 20 de maio de 2014

Os Exames


Alguém escreveu no Público de dia 18 de maio de 2014: "Exames transformaram escolas em centros de treino." Está lá para quem queira ler.
E eu vou escrever mais uma vez, e outra, e outra, e as que forem precisas até se fartarem de me ler.
Chamaram-lhes "centros de treino", pois eu diria "campos de treino" que quase que soa a "campos de trabalho", a escravidão, porque é isso que me faz lembrar. E onde é que queremos chegar? É mesmo isto que queremos para esta geração? Uma geração que só sabe responder a perguntas para as quais "treinou" afincadamente? Onde é que fica o espaço para o verdadeiro conhecimento, para a discussão de ideias, para as opiniões, para o debate, para a diferença? Sim, para a diferença, aquela diferença, perigosa para alguns, que põe em causa muita coisa. Se não tivesse sido essa diferença há uns séculos atrás, ainda hoje achávamos que a terra era o centro do universo. Houve quem tivesse sido apedrejado até à morte por ter tido ideias tão bizarras. Não será o mesmo, o que estamos a fazer aos nossos filhos? Estamos a matar o espírito crítico das crianças, estamos a dizer-lhes que está tudo inventado e que eles não servem rigorosamente para nada senão obedecer e aceitar o instituído. E isto é assustador, tão assustador que até custa a acreditar!
Infelizmente nós, pais, temos que pactuar com esta treta se não quisermos que os nossos filhos "fiquem retidos" ano após ano nestes tais "centros de treino" que mais parecem campos de trabalho. 
A escola deixou de ser um local onde se aprende para ser um local onde se treinam respostas que são avaliadas através de critérios que não deixam margem de manobra, em que só existe certo e errado.
Será mesmo isto o que queremos para os nossos filhos?
Eu, definitivamente, não! 


sábado, 10 de maio de 2014

A Nossa Horta em Maio

Maio é o mês da horta,  definitivamente! Pelo menos por aqui, é quando tudo finalmente começa a germinar e a crescer, quando é preciso dar mais atenção ao espaço e se começa a ver qualquer coisa a cair no prato.
Passou muito tempo até eu tomar a decisão de passar a horta para os canteiros à volta da casa. Custava-me pensar nisto com tanto terreno ali ao lado para cultivar, mas às vezes precisamos de sonhar mais pequeno para conseguir estar à altura do projeto.
Não tinha tempo para tomar conta de uma horta tão grande e tão selvagem, onde tudo crescia francamente pouco e ao minimo descuido as lagartas levavam a melhor. E agora até as toupeiras vieram fazer-nos uma visita.
Há mais ou menos um mês, resolvi voltar à horta de varanda, só que no quintal. Ocupei todos os canteiros com horta e já se começa a ver qualquer coisa...


Salsa, batatas e rúcula.

Espinafres e batatas ainda por nascer

Sementeiras de cáigua, alface, espinafre vermelho, tomate, espinafre da nova zelândia e mizuna vermelha. Nos vasos estão abóboras e os sobreiros do Zé Maria.
Tomateiros, morangos, coentros e segurelha

Um pequeno compostor que construi com caixas de fruta, para colocar as ervas e folhas do quintal. O verdadeiro compostor continua na antiga horta a produzir a grande velocidade.