domingo, 17 de maio de 2015

Gelado Manga/Banana



Conseguem imaginar um gelado que os vossos filhos possam comer ao pequeno almoço? Pois aqui têm, e sem remorsos. Com apenas três ingredientes e sem açúcar, conseguem um gelado delicioso e cremosos a qualquer hora do dia. Só têm que congelar a fruta com alguma antecedência e em 5 minutos está feito! E não há nada melhor para uma mãe do que ver as suas crias a comer fruta com um belo sorriso nos lábios. 

Ingredientes:
1 manga 
3 bananas médias
1 pacote de natas de coco (vegan)


Cortar a manga e as bananas em pequenos pedaços e congelar. 
Depois de terem a fruta congelada, que dá cerca de 600g, colocar no copo da bimby e programar 2MIN/VEL9.


Colocar a borboleta, deitar as natas e programar 3MIN/VEL3.
Comer de imediato ou colocar no congelador em doses individuais.
Se ficar muito duro depois de congelado, pode colocar-se na bimby e voltar a programar 3MIN/VEL3 durante 2 minutos.
Bom apetite!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Gelado de Morango e Banana




Ontem fizemos gelado e foi um sucesso tão grande que resolvi dar-vos a receita. Já tinha feito outras vezes apenas com morangos, mas não ficava suficientemente doce para o paladar dos mais pequenos, nem para o meu. Tinha que pôr sempre algum açúcar ou outro adoçante e andava à procura de receitas que não precisassem. Encontrei uma receita numa página de facebook que já não me lembro qual era que dizia que o truque era colocar bastante banana para adoçar. Experimentei, e de facto faz toda a diferença. Assim, aqui fica a receita:

Ingredientes:
400g morangos
2 bananas grandes
1 clara de ovo

Lavar os morangos e cortá-los ao meio, descascar as bananas e cortá-las em pedaços pequenos, colocar tudo dentro de um saco e congelar. Quando a fruta estiver congelada, deitar tudo dentro do copo da bimby e triturar durante 1MIN/VEL9. 
Colocar a borboleta, deitar a clara de ovo e programar 3MIN/VEL3.
Servir imediatamente ou congelar em copos individuais.
Os nossos congeladores deixam os gelados muito duros e os miúdos não costumam gostar, por isso aconselho a retirar do congelador cerca de 20 minutos antes de comer, ou voltar a colocar na bimby com a borboleta na VEL3 até voltar a ter a consistência cremosa.
Bom apetite!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Este Momento #48 - Cavaleiros ou Carpinteiros



{este momento} - Um ritual de Sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.
A primeira vez que vi esta ideia foi no blogue A Horta Encantada e achei fantástica. Tenho fotos aqui guardadas que não sabia o que lhes fazer, mas gosto delas por serem momentos especiais cá de casa. Quem as vir, não vai sempre entendê-las, mas para mim são especiais.

A ideia original saiu do blogue soule mama.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Attachment ou Conexão




Ao longo destes quase 13 anos de parentalidade e a caminho do 4º filho, sei que não sou a mesma mãe que era quando nasceu a Madalena. Tenho vindo a aprender muita coisa com eles e com os erros que vou fazendo, mas ultimamente a minha busca é mesmo a da conexão. Quero crescer com eles, conectada a eles, sem os perder pelo caminho como muitos pais se queixam. Até agora tem sido possível, tem funcionado, mas digo-vos de coração aberto que dá muito trabalho, muito mesmo. É preciso estar sempre lá, mesmo quando achamos que já não aguentamos nem mais um segundo, mesmo quando temos que olhar para dentro de nós e encontramos o pior que lá temos. É preciso aprendermos a perdoar-nos, a tirar aquele peso de cima, mas sempre, sempre, sem perder a conexão com o outro.

Como diz a Naomi Aldort no seu livro "Taking the struggle out of parenting", em muitas situações do dia a dia é mesmo preciso percebermos que o problema está em nós e naquilo que trazemos connosco ao longo da nossa experiência de vida. Aquilo que estamos a sentir em determinado momento, muitas vezes sentimentos negativos em relação à criança, nada têm a ver com ela, mas sim connosco e com o que estamos a sentir. Precisamos distanciar-nos dos nossos sentimentos, sairmos da nossa cabeça e sentirmos a criança e a sua necessidade e ao fazermos isso estamos a criar conexão com ela. Ao ouvi-la, ao percebermos a sua necessidade, ao respondermos a essa mesma necessidade com amor, com compaixão, estamos a amá-la incondicionalmente, a apoiá-la e a criar uma relação poderosa, afectuosa e baseada em amor.

Ontem fui à praia com o Lourenço e o Simão. Saímos sem saco da praia, sem toalhas, sem fatos de banho, sem água, sem comida, porque achávamos que íamos só um bocadinho e que o tempo nem estava grande coisa. Atravessámos o areal da praia da Adraga, arranjámos um cantinho para ficarmos e eu a preparar-me para descansar um pouco com o meu livro. Precisava mesmo daquele momento. Estava cansada, tão cansada!! Os rapazes acharam que estava calor para irem ao banho, mas não tinham fatos de banho. O Simão despiu-se todo e lá foi direito à água, mas o Lourenço ficou sentado ao meu lado a dizer-me que não queria ir todo nu, que queria ir a casa buscar os calções de banho. Disse-lhe que não me apetecia sair dali, que estava cansada, que só queria descansar um pouco e que se fosse a casa já não voltava. Ele respondeu quase a chorar que eu estava a ser egoísta, que noutras situações já tínhamos voltado a casa e que se fosse o meu fato de banho que eu quereria voltar. Mas eu não queria mesmo sair dali. Tinha que arrastar a minha gigantesca barriga pelo areal fora quando apenas me apetecia deitar-me e descansar. Ele continuou ao meu lado a queixar-se, a choramingar, e aquele barulho no meu cérebro a começar a irritar-me e eu a sentir a zanga a crescer dentro de mim. E quando já estava prestes a explodir e a dar-lhe um grito, lembrei-me da Naomi Aldort e do livro dela que tinha na mão. Então parei, respirei fundo, olhei o Lourenço nos olhos, saí da minha cabeça, distanciei-me de tudo o que estava a sentir e centrei-me nele e na sua necessidade. Fiquei ali uns segundos apenas a olhar para ele e a tentar perceber o que ele estaria a sentir, a tentar entrar nele e ele a perguntar-me porque não falava. Dentro da minha cabeça imaginei-me no corpo dele, na praia, pronto para um mergulho, sem fato de banho e cheio de vergonha de se despir à frente das outras pessoas. Imaginei-me a ficar a torrar ao sol de calças vestidas apenas porque a minha mãe não me ajudava naquela situação que só ela tinha poder para resolver. Imaginei a tristeza e a frustração que ele estaria a sentir naquele momento quando a pessoa que ele mais ama no mundo, não o estava a respeitar nem a ajudar. E respondi-lhe que íamos a casa buscar o fato de banho. O Simão colaborou, vestiu-se, eu voltei a arrastar-me e à minha barriga pelo areal, fomos buscar o fato de banho, regressámos, e passámos uma maravilhosa tarde de praia todos juntos a brincar. Tive tempo para descansar e ainda brinquei com eles à beira mar.

Um acto de amor tão simples que pode tornar-se num momento de desconexão marcante e frustrante na vida dos nossos filhos. Se tivesse sido há 12 ou mesmo há 5 anos atrás, teria ficado na praia e diria que o Lourenço tinha feito uma birra por causa da porcaria de um fato de banho, que podia muito bem ter ido todo nu tomar banho e que ninguém iria reparar, mas como disse, não sou a mesma pessoa que era nessa altura. Felizmente! Neste momento sei que fiz bem, que quero que ele se recorde daquele dia de praia pelo bom que foi e não porque lhe neguei uma necessidade por causa de outra que era minha e só minha. 
Obrigada Naomi!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Este Momento #47



{este momento} - Um ritual de Sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.
A primeira vez que vi esta ideia foi no blogue A Horta Encantada e achei fantástica. Tenho fotos aqui guardadas que não sabia o que lhes fazer, mas gosto delas por serem momentos especiais cá de casa. Quem as vir, não vai sempre entendê-las, mas para mim são especiais.

A ideia original saiu do blogue soule mama.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Crepes com Matemática

Ontem fizemos crepes e comemos todos, não sobrou nem um, e também fizemos muitas contas com frações. Que parte do quilo são 200g? E 250g? E 10g, quantas vezes cabem dentro de 1 quilo? Estudámos o quilograma e as gramas e percebemos como funcionam as frações. Não falámos de conceitos como fração, nem numerador, nem denominador, nem divisão. Apenas os utilizámos na prática, no momento, quando foi preciso, e tentarei fazê-lo daqui para a frente como rotina, como forma de consolidar, encontrando situações no dia a dia para por em prática o uso das frações e talvez mais para a frente olhemos para as coisas de uma maneira mais formal. 

Quando os sinais que recebemos da criança são de confusão com conceitos, em vez de a afogarmos  neles, só temos que encontrar uma forma prática e informal de apresentar as coisas, de mostrar como funcionam no dia a dia e certificarmo-nos de que a criança consegue usá-las. Se o objetivo é perceber como funcionam as frações e para que servem, para quê complicar, com papéis e fichas inúteis que só vão criar aversão nas mentes dos mais pequenos? Claro que, de dia para dia, podemos aprofundar as questões, podemos dificultar os problemas, mas ainda de uma forma pouco conceptual. 

Sei que muitas pessoas consideram esta forma de aprender muito "no ar", muito pouco concreta, que acreditam que as crianças precisam de treino escrito e de fazer exercícios para consolidarem as coisas, mas para mim isso já deixou de fazer sentido há muito tempo. Depende das crianças, claro,  não há regras, é apenas seguir e respeitar a velocidade da criança e a sua vontade. Dá trabalho e puxa pela imaginação encontrar formas práticas de ensinar a matemática, de encontrar no dia a dia desculpas ou oportunidades para falar nas coisas, mas para mim é assim que faz sentido, é assim que as crianças aprendem sem criarem aversão. Acredito que chega uma altura em que podemos aprofundar as coisas de uma forma mais teórica, mas acredito também que as crianças nos dão sinais de quando o querem fazer e se estão preparadas para isso.

No meu caso pessoal é mais fácil fazer este exercício mental porque não sou matemática, não é um tema que domine com destreza a partir de certa altura, e por isso consigo facilmente colocar-me ao nível deles, pensar como eles e chegar a soluções práticas. É-me mais fácil colocar questões e perceber como eles chegam às soluções e depois seguir o seu raciocinio . Mas também revelo a minha dificuldade em aprofundar os temas quando chegamos a um nível mais avançado. Aí recorro mais aos livros, à teoria, confesso.







Agora, deixo-vos com a parte doce do dia de escola. A receita de crepes que nos levou às frações e às contas de dividir e que nos encheu a barriga e a alma.  

Crepes com tahini de cacau:
50g farinha de arroz
50g farinha de aveia
150g farinha de trigo
500g de leite de arroz
10g de azeite
1 pitada de sal
Tahini com cacau para barrar

Colocar todos os ingredientes numa taça e bater com a batedeira até ficar homogéneo. Para quem tem bimby, colocar todos os ingredientes no copo e programar 15SEG/VEL6.
Colocar uma frigideira untada com óleo ou azeite em lume alto e ir deitando pequenas porções. Quando as pontas do crepe começarem a ficar douradas, usar uma espátula para o virar e tostar do outro lado. No final, barrar com tahini de cacau.
Uma delícia!!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Este Momento #46



{este momento} - Um ritual de Sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.
A primeira vez que vi esta ideia foi no blogue A Horta Encantada e achei fantástica. Tenho fotos aqui guardadas que não sabia o que lhes fazer, mas gosto delas por serem momentos especiais cá de casa. Quem as vir, não vai sempre entendê-las, mas para mim são especiais.

A ideia original saiu do blogue soule mama.