segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A Chegada de Mais um Outono na Serra de Sintra

Os bugalhos são aquelas bolinhas tão engraçadas que aparecem penduradas nos ramos dos carvalhos. Quando uns certos bichinhos da família das vespas picam o tronco de um carvalho e lá depositam os seus ovos, a árvore desenvolve uma bola onde vai crescer a larva que dará origem ao insecto. Quando o bichinho está pronto para voar, fura o bugalho e vai à sua vida, deixando para trás aquelas bolinhas engraçadas com um buraquinho.


Adoramos passear pela Serra no Outono, sentir como o ar está diferente e os cheiros são outros, brincar com a terra, apanhar frutos, observar como os fetos já secaram e largaram os esporos, procurar pelos bugalhos. 
Adoro passear com eles e ver como gostam de explorar, como fazem perguntas e já reconhecem a flora local e sabem o que se come e o que é só para olhar. Como percebem que há plantas que dão flor e outras que não e que por isso têm formas de reprodução diferentes. 
Adoro sentar-me a fazer tricô e vê-los e ouvi-los com os paus nas mãos, sempre com os paus nas mãos, a correrem pelo bosque e a subirem aos blocos de granito já tão familiares que não escondem dificuldades.
Sinto que para o Lourenço talvez sejam as últimas brincadeiras destas, já procura outros interesses, sinto-o a crescer a uma velocidade assustadora, a explorar o mundo e a vida de outras formas que já não são tão de criança e só desejo estar à altura deste desafio...






quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Sobre o Homeschooling, o Referendo na Catalunha e Sobre a Liberdade!!!

 

Resultado de imagem para liberdade

 Sigo este blogue há já muitos anos, tantos quantos tenho de homeschooler, porque foi das primeiras pessoas que conheci a fazerem Ensino Doméstico quando andei a pesquisar sobre o tema, ainda a nossa filha Madalena andava na escola. 
Embora até nem tenhamos muito em comum na forma como praticamos homescholing, sempre respeitei e admirei esta mãe, mais que não fosse pelo facto de fazer Ensino Doméstico num país onde é proibido. Não sei como o faz, mas sei que é preciso "ter tomates" para seguir o coração e fazer aquilo que se acredita estar certo, mesmo contra a lei, mesmo contra um governo.
Sigo esta família e o seu percurso "escolar" há tantos anos, que quando li este texto achei que o deveria partilhar. 
Sobre o homeschooling ou Ensino Doméstico, sobre o referendo na Catalunha, sobre a liberdade!!!


''Hoy no me puedo callar.
Suelo ser bastante a-política y algunos pensarán que esta entrada no pinta nada en un blog de homeschooling, pero yo creo que justamente sí que tiene mucho que ver y además, creo que hoy no se puede callar después de lo que hemos vivido ayer.
Yo no soy Catalana, pero ayer me hubiera gustado ser Catalana para poder votar. Si hubiera votado Sí o NO, no tiene ni la menor importancia. Lo que es importante, es que hubiera votado como hicieron los otros miembros de mi familia que ya podían votar. Para mi hijo mayor era la primera vez que podía votar y era escandaloso de que ha tenido que votar en un ambiente donde parecía que votar era un delito, era "ilegal". Y allí viene mi conexión con el homeschooling. Los homeschoolers no nos da miedo lo ilegal porque somos capaces de mirar más allá de las leyes. Las leyes cambian, la sociedad cambia, las personas cambian..... Las leyes están hechas por personas y no por dioses que parece que algunos se equivocan y piensan que están hecho por algún poder superior a nosotros. No entiendo el argumento de que el referendum en Catalunya era "ilegal".
Y aún en el supuesto de que hubiera sido ilegal, me importa un bledo.
No íbamos a pegar a nadie, no íbamos a pegar a un herido de camino a un ambulancia, no íbamos a arrastrar violentamente a un observador internacional, no íbamos a pegar con una porra a un anciano, no íbamos a tirar a la gente de los pelos, no íbamos a dejar a la gente casi desnuda, no íbamos a saltar desde una altura encima de la gente, no íbamos a tirar pelotas de goma o gas lacrimógeno, ...... íbamos a VOTAR. El homeschooling en España es ilegal. ¿Y?
Todos los homeschoolers en España estamos haciendo algo ilegal. Yo llevo 10 años haciendo algo ilegal, no me vendrá ahora de un día más.
¿Desde cuando el argumento "ilegal" significa lo mismo que "justo", "lógico", "de sentido común", "avanzado", "moderno", "del siglo XXI".......?
Hubo un tiempo en que era ilegal que votaran las mujeres. Hay países donde lapidar a las mujeres es legal. Hasta la semana pasada era ilegal que las mujeres conducían su coche en Saudi Arabia..... Los ejemplos de ilegalidades o legalidades directamente estúpidos son interminables.
El referendum de ayer puede haber sido todo lo ilegal o legal que quiera cada uno, pero a ver si somos capaces de mirar más allá de la legalidad. A ver si somos capaces de diferenciar mentira de verdad. A ver si somos capaces de diferenciar violencia de pacífico, diferenciar justicia de injusticia, brutalidad de defensa propia. Dicho esto quiero hacer otra reflexión relacionado directamente con el homeschooling. En la política no hay ningún santo y ningún monstruo. Aunque si ayer hubiera que apuntar a algún monstruo sería directamente al gobierno Español. Pero como homeschooler he ido a reuniones con partidos políticos en Catalunya y muchos se han escondido detrás de la excusa "es que no nos dejan desde Madrid". Les pregunto ahora al gobierno de Catalunya ¿Somos valientes o no lo somos? ¿Somos solamente valientes para lo que nos interesa o somos valientes para todo lo que sea injusto? Y curiosamente uno de los únicos partidos que siempre nos ha apoyado en el homeschooling en Catalunya es justamente el PP. Yo misma hice una reunión con ellos. No porque mi gustan pero porque queremos hablar con todos. Lamentable que un partido que yo hoy con toda mi firmeza acuso de fascista y represor sea de los pocos que apoyan al homeschooling. En el problema Catalán no hay nadie libre de culpa, no soy ciega.
Pero hay que ser capaz de ponerlo todo en la balanza y mirar hacia donde inclina.
No sé si vendrá o no el estado independiente de Catalunya, pero si viene, espero que sean lo suficientemente valientes para ya de una vez legalizar el homeschooling porque si no lo hacen, en mis ojos su lucha legítima de estos años habrá perdido parte de su credibilidad.''

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Porque as Crianças Aprendem Brincando

O verão chegou finalmente a Sintra e temos aproveitado os dias de calor e de sol para ir à praia que nesta altura do ano já voltou a ser só nossa. Para o pequeno Matias, brincar à beira mar, ou neste caso à beira rio, tem sido uma descoberta incrível.
Quando as crianças brincam livremente sem qualquer interferência ou controle por parte dos adultos, aquilo que observamos neles é o que de mais ancestral têm dentro de si.. As corridas com lanças e espadas nas mãos, atirar areia uns aos outros, fazer esconderijos e abrigos, fazer comida, cuidar dos bebés, brincar na água, subir às árvores e às rochas, saltar de muros altos, pescar, tudo isto está na nossa natureza humana e as crianças buscam essas brincadeiras de uma forma muito inata.
É engraçado como basta alguns momentos a observá-los para encontrarmos tantas características da nossa ancestralidade nas brincadeiras que escolhem todos os dias. É com essas brincadeiras que aprendem a gerir conflitos, a trabalhar em equipa, ou pelo contrário, a superar dificuldades sozinhos, a compreender o seu próprio corpo e suas limitações, a perceber a natureza e como podem fazer parte dela respeitando-a.
Quando os sentamos numa cadeira dentro de quatro paredes horas a fio e os obrigamos a ficar calados a ouvir outra pessoa a falar, ou lhes impomos o que devem aprender e como o fazer, estamos a ir contra a sua natureza humana e a retirar-lhes todo o potencial criativo e de aprendizagem de si próprios e do mundo. Está nas nossas mãos incentivar e preservar esse potencial, porque as crianças aprendem brincando.






quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Quando os Dias Ficam Mais Vazios mas o Coração Mais Cheio

Quando temos 4 filhos damos por adquirido os dias cheios; de barulho, de confusão, de corridas, de saltos, e parece-nos que vai ser sempre assim. Depois, de repente eles crescem, começam a fazer coisas diferentes, a procurar outros interesses para além da brincadeira, como ir estudar para uma escola de arte em Lisboa ou passar quase uma semana a pedalar pelo litoral português acima numa velha bicicleta e a dormir onde calha. 
Eles crescem, faz parte, e nós também crescemos com eles. E eu adoro olhar para eles a ganharem asas mais depressa do que alguma vez pensei que fossem capazes. E penso para mim que é este o meu objetivo, que é este o sentimento que procuro neles, esta vontade de explorar o mundo, cada um à sua maneira, cada a um a seguir os seus sonhos. E fico feliz!
E fico com um bocadinho mais de tempo para me deleitar nas pequenas coisas que os mais pequenos ainda fazem aqui debaixo das minhas asas. Um dia também vão voar por aí sozinhos, mas para já, deixem-me aproveitar...





 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Pequeno Matias e os Livros

Bom, de facto, há já quase 14 anos que faz parte da rotina cá de casa ler livros aos mais pequenos. Começámos com a pequena Madalena quando ela era ainda bem pequena e ainda não acabámos.
Agora, com eles em casa, ainda faz mais parte das minhas actividades diárias ler-lhes histórias a toda a hora. Posso ter mil coisas para fazer, mas se eles pedem para eu ler, eu paro tudo, sento-me onde calha e leio para eles. 
Muitas vezes, quase sempre, é destas leituras que nascem temas para explorarmos e eu já percebi que são momentos muito produtivos, mais produtivos do que qualquer outra coisa que eu possa inventar. 
Este ritual está tão enraizado aqui em casa que o pequeno Matias já o percebeu e adoptou para si também. Passa pela estante dos livros, tira o que calhar e vem trazer para eu ler. Muitas vezes, quando a Madalena está em casa, é ela quem lhe lê. Como ele já percebeu que ela até gosta desse miminho, levanta-se da cama de manhã e vai buscar um livro para ela ler. Há uns dias apanhei-os assim... e derreti-me toda!!! 


terça-feira, 25 de julho de 2017

Pequenas Coisas que Fazem Grandes Momentos

Há uns dias fui à Staples fazer umas impressões e como sempre levei as crianças comigo e já lhes tinha dito que queria comprar-lhes algo com o dinheiro que tenho ganho com as kombuchas. Eles têm sido uma ajuda preciosa em todo o processo de produção e venda e queria mesmo compensá-los por isso.
No final escolheram dois "diários gráficos", que à primeira vista são pouco apelativos para uma criança mas que desde esse dia têm sido uma das brincadeiras preferidas. Escrevem o que lhes apetece e desenham o que lhes vem à cabeça. Achei graça porque poderiam ter escolhido qualquer coisa e afinal trouxeram algo tão simples e vinham super felizes a conversar um com o outro sobre tudo o que iam fazer com os cadernos. 


domingo, 9 de julho de 2017

Será Assim tão Benéfico Privarmos os Nossos Filhos do Uso dos Aparelhos Eletrónicos?

"I will still continue to provide opportunities for my kids to get outside, connect with nature and partake in social and other activities that don’t involve screens. I do think balance in our activities and connection to nature is VERY important for all human beings. But I also appreciate deeply Dr. Gray’s perspective which has quieted those nagging doubts and supported my instinct to allow my children to learn freely in the ways they choose."

Não poderia estar mais de acordo. Tenho pensado muito nisto, tenho procurado muita informação acerca deste tema e mais uma vez sigo o meu coração.
Nunca me fez sentido privar os meus filhos dos aparelhos eletrónicos se eu própria os uso e os considero uma ajuda preciosa no meu dia a dia e até mesmo como forma de ganhar dinheiro.
Para mim, enquanto mãe, há apenas dois aspectos que controlo; que os meus filhos não deixem de ter outro tipo de actividades e brincadeiras por causa dos eletrónicos e que não deixem de nos ajudar em casa nas tarefas em família que não temos forma de não partilhar com eles. 
Neste momento das nossas vidas é assim que me sinto em relação a este tema.




 



sexta-feira, 30 de junho de 2017

Mais uma Vez sobre a Leitura e o seu Processo de Aprendizagem

O meu filho Lourenço não queria aprender a ler, houve mesmo uma fase em que se recusava a ler fosse o que fosse. No início e durante vários anos a sua leitura era quase imperceptível.
Mas a nossa casa é uma casa de livros!! Só no quarto das crianças há 3 estantes com livros, na sala outras tantas, para não falar nos livros espalhados em todas as mesas de cabeceira e dentro de todas as mochilas. A Madalena não sai de casa sem um livro, o pai Zé Maria lê a andar pela rua, e eu leio para as crianças todos os dias.
Com o tempo, o Lourenço começou a ganhar alguma curiosidade pelos livros e durante quase um ano passou pelo processo de começar diversos livros e abandoná-los no final do primeiro capítulo.
Eu acreditei no processo, confiei com todo o coração que numa casa cheia de livros e não sendo obrigado por ninguém a ler, um dia a vontade de ler chegaria. Acreditei!!!
Hoje, com 11 anos, o Lourenço acorda de manhã e pega no seu livro quando todos ainda dormem, e ao longo de um dia em casa faz diversas pausas para ler. Quem o ouvir a ler não percebe o quanto foi lento o seu percurso. Eu, como mãe, sinto-me feliz por ter acreditado no processo e tenho um orgulho enorme no esforço que ele fez ao longo destes anos. Hoje, com 11 anos, o Lourenço lê melhor que muitos adultos que eu conheço e nunca foi obrigado por nós a ler. Leu quando quis e o que quis. Hoje gosta de ler!!!! Meu querido Lourenço!!!!! <3



sábado, 24 de junho de 2017

Ser Criança e Ser Feliz

Ser criança e ser feliz é chegar ao final de um dia de brincadeira com os amigos e entrar pela fonte dentro todo vestido, calçado e de triciclo debaixo do rabo.
Foi um final de tarde hilariante, cheio de alegria e felicidade que de certeza ficará nas suas memórias por muito tempo. 
A nossa sala de aula preferida!!!






sexta-feira, 23 de junho de 2017

Soluções Radicais para Mães Desesperadas

As manhãs dos dias em que vamos ter com os amigos longe de casa são sempre atribuladas. Preparar piquenique e responder a todas as solicitações de 4 almas é uma tarefa impossível. Não tenho truques. Não tenho soluções perfeitas. Mas esta, por vezes, é uma das soluções que melhor funciona durante algum tempo. Nada como um episódio da "avó detetive" para manter o Matias longe da minha perna por uns 10 minutos. Mas afinal não é só o Matias!!!!!!! 
Piquenique pronto e aqui vamos nós a caminho de um dia de brincadeiras ao ar livre!!! <3
Colherdemae.blogspot.com



quarta-feira, 14 de junho de 2017

O Eterno Regresso ao Sistema Solar

Já fizemos alguns sistemas solares ao longo destes anos, mas os miúdos regressam a este tema vezes sem conta. Já os fizemos em desenho, em cartolina para pendurar na parede, em plasticina, em massa fimo e hoje os miúdos fizeram em argila e pintaram com aguarela.
Acordaram de manhã e decidiram que era isto que hoje íam fazer. Googlaram para ver as cores e tamanhos que já não se lembravam e dedicaram-se a esta tarefa toda a manhã. 
A minha parte resumiu-se a brincar com o Matias para que eles pudessem dedicar-se a isto sem verem tudo destruído, e no final tirei fotos!!
Fizeram uma pausa para comer e depois, deitaram-se a ler, ou melhor, o Lourenço leu para o Simão, coisa que o segundo muito aprecia!!
Daqui a pouco vamos sair para ir tratar da horta e brincar com os amigos. Vamos até à Quinta dos Sete Nomes, local onde passamos as tardes de 4ª feira a brincar e a jardinar.
Colherdemae.blospot.com


quinta-feira, 9 de março de 2017

Uma Raposa, 17 Gansos e Um Tabuleiro. Venham Jogar!!!



Um jogo de tabuleiro testado e aprovado pelas crianças, divertido, ao mesmo tempo que pede concentração e estratégia.
É possível construí-lo em casa com materiais básicos, o que torna todo o processo ainda mais engraçado e em que as crianças podem envolver-se.
O original deste nosso jogo encontrá-mo-lo aqui. Depois foi apenas necessário adaptá-lo ao nosso gosto, deitar mãos à obra e finalmente, jogar.

Material:
2 folhas A4 papel quadriculado
1 folha branca de cartolina
1 folha azul de cartolina
17 botões amarelos
1 botão azul 
Tesoura
Cola
Lápis de cor

Construção:
1º passo: fazer 5 quadrados em papel quadriculado com 16x16 quadrículas. Recortar.


2º passo: dividir cada quadrado ao meio nos 3 sentidos (vertical, horizontal e oblíquo) com lápis de cor.

3º passo: colar os quadrados como se vê na imagem numa cartolina azul e recortar a toda a volta deixando uma pequena margem.

4º passo: colar tudo numa cartolina branca, quadrada, com 35cm de lado.


No nosso caso, decorámos o tabuleiro com lápis de cor e escrevemos as regras no próprio tabuleiro para estarem acessíveis durante o jogo.
Para fazer a raposa e os gansos usámos botões.
O jogo começa com as peças colocadas como se vê na primeira imagem acima.
Divirtam-se!!!

Regras do jogo:
1. A raposa joga em primeiro lugar
2. A raposa pode mover-se em todos os sentidos e pode comer os gansos saltando por cima deles sempre que haja uma casa vazia atrás do ganso. Pode dar saltos sucessivos e comer vários gansos numa só jogada.
3. Os gansos podem mover-se em todas as direções menos para trás. Ganham quando conseguem encurralar a raposa.
4. A raposa ganha se comer todos os gansos ou se conseguir passar por eles impedindo-os de andar para trás para a encurralarem.
5. Os gansos não saltam nem podem comer a raposa.


Aqui está um exemplo de um jogo ganho pelos gansos. A raposa não tem para onde fugir:


E aqui está um exemplo de um jogo ganho pela raposa. Os gansos não podem andar para trás, logo não podem encurralar a raposa.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Porque Somos Muito Mais Felizes Quando Gostamos de Alguma Solidão


Num mundo onde tudo é feito a correr, tudo acontece tão rápido e onde as próprias relações são efémeras, uma das características que tento cultivar aqui em casa, é a capacidade de estarmos sozinhos, em silêncio, a fazer as coisas que mais gostamos.
Desejo que os meus filhos cresçam cultivando sempre esse gosto pela solidão, em estar sozinhos, aprendendo a sentir essa necessidade. 
Porque não precisamos estar sempre em grupo, porque é saudável algum recolhimento interior,
porque somos muito mais felizes quando gostamos da nossa própria companhia, quando conseguimos estar connosco ao ponto de gostarmos de alguma solidão.










quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Uma História, um Gato, uma Rainha, Pinturas e Bananas

Hoje o dia acordou farrusco aqui em Almoçageme e quando pusemos o nariz fora da porta decidimos que íamos ficar mesmo por aqui. 
Foi dia de pinturas, uma história e banana na frigideira. Foi dia de nos encostarmos uns aos outros para ler e ouvir histórias que nos fazem sonhar. 
Fomos com o gato amarelo visitar a Rainha Só, um gato solitário que foge de um incêndio e parte em busca de uma nova casa encontrando pelo caminho uma Rainha que vive solitária no seu castelo com uma máquina de costurar palavras e um telecaleidoscópio. Uma amizade improvável ao longo das estações do ano e por um mundo imaginário fora. 
As bananas foram todas, o livro também, mas a barriga e a alma ficaram reconfortadas, com comida e com sonhos.







Banana na frigideira:
8 bananas (somos muitas barrigas)
2 colheres chá de óleo de coco
Canela a gosto 
12 amêndoas descascadas

Cortar as bananas em pedaços e fritar numa frigideira com o óleo de coco durante uns minutos. Polvilhar com canela, deitar as amêndoas por cima e saborear.
Bom apetite!!!