segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Passeio de bicicleta


Fomos dar um passeio de bicicleta e eu não resisti em aqui vos contar esta aventura de uma família que sai de casa toda equipada para dar uma volta e regressa meia hora depois com um ar vitorioso de prova superada. Sim, para nós é assim. 
Em primeiro lugar, o cromo número um a andar de bicicleta é a mãe. A mãe aqui de casa adora andar de bicicleta, mas os seus dotes nesse desporto não vão além de conseguir, muito concentrada, manter-se em equilíbrio em cima da dita. E muitas vezes vai ao chão. Basta uma das crianças fazer uma razia às rodas do velocípede e a mãe vai ao chão, na hora. Aliás, já foi! E com o Simão atrás. Enfim, uma verdadeira desgraça. Mas mesmo assim adora umas voltinhas de bicicleta. Ah! E claro, para não falar no pânico que sente ao ver um cão a um quilometro de distância. É mulher para fazer mais uns quilómetros a pedalar só para não se cruzar com o dito cão.
Depois temos a Madalena, que é uma boa ciclista, aventureira destemída, que desde que recebeu uma bicicleta com mudanças no seu aniversário, não perde uma voltinha. 


Logo a seguir vem o Lourenço, que herdou com muito orgulho a velha máquina da irmã, cor de rosa e amarela, por sinal. Nada disso o incomoda, mas o facto de a bicicleta não ter mudanças é um problema. Enquanto é a descer ou a direito o Lourenço é o herói da família, mas assim que se vislumbra uma subida no horizonte, o rapaz desce da bicicleta e vai a dizer mal da sua vida até a tortura acabar. E tem fome, e sede e doem-lhe as pernas, e não há mal que o rapaz não tenha.


O Simão, quando tem a sorte de sair de casa numa máquina de duas rodas conduzida pelo pai Zé Maria, o alívio e a descontração são tais, por ver que não é a mãe ao volante da coisa, que adormece assim que viramos a primeira esquina. 


Claro que, se for a mãe a conduzir a bicicleta onde ele se encontra, o risco de acabar colado no asfalto é grande e nem sequer lhe sai um bocejo. Vai ali de holofotes bem abertos à espera do desastre...
Mas desta vez saímos de casa com o pai. Sorte!! A volta foi pequena, mas suficientemente grande para o Lourenço carpir metade do tempo, a Madalena acabar triste porque queria mais um bocadinho, a mãe, feliz por ter chegado sem ter caído uma única vez e o Simão a dormir profundamente.


Adoro passeios de bicicleta. A sério que sim. E ainda hei-de saber andar com um ar seguro e profissional. Juro que hei-de!!
Só não sei é como é que o pai tem paciência para estas saídas... :)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Este Momento #22

Os livros da biblioteca

{este momento} - Um ritual de Sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.

{this moment} - A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember.


A primeira vez que vi esta ideia foi no blogue A Horta Encantada e achei fantástica. Tenho fotos aqui guardadas que não sabia o que lhes fazer, mas gosto delas por serem momentos especiais cá de casa. Quem as vir, não vai sempre entendê-las, mas para mim são especiais.
A ideia original saiu do blogue soule mama.

The first time I saw this idea was in A Horta Encantada and felt it would be wonderful if I would do the same. I've got some photos, special photos, that I would like to use but don't know where or how. I think sometimes you won't understand some of them, but for me they are special.
Original idea from the blog soule mama.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Jogo da Glória

Em dias de chuva como o de hoje em que a neura e a loucura se instalam facilmente numa casa com 3 crianças enclausuradas, só mesmo com um joguinho para descontrair é que conseguimos um convívio pacífico.
Decidimos construir um Jogo da Glória desde o zero. Assim, pegámos numa folha de desenho A3 e desenhámos o nosso tabuleiro de jogo. Para ficar uma coisa mais colorida e animada decidimos usar os nossos fantásticos lápis Caran D'Ache e pintámos o jogo com as cores do arco-íris. Depois colámos a folha A3 numa base de cartão que sobrou das caixas da mudança e ficou assim.



Depois, as crianças quiseram fazer as suas peças de jogo em massa Fimo e assim fizeram. A Madalena construiu uma bola cor de rosa e o Lourenço uma espada, claro!!
Depois do jogo construído foi só diversão. Desta vez ainda usámos algumas perguntas do Trivial porque não tínhamos as nossas feitas em cartões. Mas daqui para a frente usaremos cartões feitos por nós com perguntas sobre os temas que estamos a estudar. Claro que para mim as perguntas são sempre do jogo Trivial para que nunca tenha hipóteses de ganhar. Cada um tem o que merece... ainda vou acabar a fazer noitadas para estudar os cartões do Trivial.
Vamos ter variadíssimas perguntas e cada cartão tem duas opções de pergunta, uma para o 5ºano e outra para o 1ºano. Pode haver perguntas sobre matemática, ciências, história, língua portuguesa, geografia, inglês ou arte. 


Hoje, durante o jogo surgiu uma pergunta sobre o surrealismo e o cubismo e aproveitámos para ver umas coisas na Internet sobre este tema. Claro que as crianças fizeram logo uma proposta: "Mãe, podemos pintar um quadro igual a este?" Acho que vamos fazer umas coisas de Picasso e Dali. Vamos ver o que é que sai...
Aqui fica uma ideia para dias de clausura, em que podemos estudar de uma forma divertida. A mãe tem uma trabalheira a fazer cartões de perguntas, mas as crianças ajudam e vão aprendendo qualquer coisa. 
Divirtam-se!!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Paelha Vegetariana


Este é um dos pratos vegetarianos mais apreciados cá em casa. Claro que as crianças resmungam sempre por causa do tomate e dos pimentos, mas eu vou insistindo, seguindo o velho ditado: "água mole em pedra dura..."
Espero que gostem da receita. É muito simples, super saborosa e rápida de fazer.

Ingredientes para a família toda:
2 copos cheios de abóbora cortada em pedaços pequenos
1/2 couve repolho
1 curgete
2 cenouras grandes
1 pimento cortado em pedaços pequenos
4 tomates maduros
3 cebolas cortadas em quartos e depois às fatias finas
4 dentes de alho
azeite, sal e pimenta q.b.
1 colher chá caril 
1 colher chá açafrão das índias
1 copo arroz basmati

Preparação:
Num tacho grande, colocar a cebola com azeite a alourar.
Quando a cebola estiver a ficar cozinhada, juntar o alho e a couve a estufar. Quando a couve estiver a ficar tenra, juntar o resto dos legumes, à exceção da curgete que entra só no final para não ficar em puré. Juntar metade da água que vamos usar para cozer o arroz e deixar cozinhar. 
Quando os legumes já estiverem tenros, juntar o arroz, o resto da água, os temperos e deixar cozer. Assim que o arroz estiver quase cozinhado, juntar a curgete. Esperar 5 minutos com o lume no mínimo e depois apagar. 
Servir com uma salada de alface. Uma delícia!!!
Bom apetite!!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Unschooling ou aprender em liberdade


A brincadeira favorita do Lourenço
Cavaleiro, cavalo e origami

Comecei isto do ensino doméstico apenas há um mês e já aprendi muito com esta experiência. Sim, eu é que aprendi. Aprendi que há crianças que aprendem tudo com um livro à frente e que há outras a quem é preciso tirar a folha e o lápis do caminho para que consigam aprender alguma coisa.
O Lourenço é uma dessas crianças. Meti na cabeça, na minha cabeça, claro, que o Lourenço iria aprender a  escrever e mais tarde a ler com o método global. Com este método, que eu considero fantástico, as crianças aprendem a escrever e a ler do todo para o particular. Começam com palavras inteiras e só depois vão procurar as sílabas e as letras. Como o Lourenço gosta de livros, pensei que seria a melhor forma de o incentivar a escrever e a ler. Não funcionou. Não consegui fazer nada com ele.
Tive que parar para pensar e para mudar de estratégia. Ele conhece as letras, sabe dividir palavras em sílabas, então vamos começar por aí. Começámos... e funcionou! Fiquei pasmada. Em dois dias o Lourenço começou a escrever palavras, umas atrás das outras. Consegue escrever palavras como "cavaleiro", "cavalo", "origami", "coração", que nem sequer são palavras fáceis. Aprendi com ele. Sim, eu é que aprendi com ele, que o que é bom para uns não é nada bom para outros. Agora resta-me continuar esta caminhada com ele. Palavra atrás de palavra, ainda tudo sem papel, que para isso ele não tem a mínima paciência. 
O Lourenço ensinou-me que é possível aprender a escrever sem pegar no lápis e na folha. E eu aprendi a lição, não vão haver mais momentos de "senta aqui com o papel à frente" enquanto ele não estiver preparado e sempre que fazemos uma atividade ou falamos de um tema eu peço-lhe para me dizer como se escreve determinada palavra e assim vamos caminhando juntos no mundo das letras. Um dia ele vai pedir o papel e o lápis e outro dia ele vai ler a primeira palavra. Esse dia vai chegar, mas não vai ser quando eu quiser, vai ser quando ele quiser. É para isso que cá estou, todos os dias, para lhes dar o que eles precisam em cada momento.
Deixo-vos aqui este pequeno filme que me serviu de inspiração nos momentos mais difíceis em que pensei que não ia conseguir ultrapassar as dificuldades. Porque de facto, as dificuldades são minhas, não deles. Eles aprendem sempre. Se nós soubermos o que eles precisam!!!


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Uma horta a nascer em Fontanelas

Já tinha decidido que este fim de semana era a data limite para pôr a horta a funcionar. Para além dos canteiros à volta da casa onde já tinha semeado cenouras, cebolas, rúcula e beldroegas, faltava arranjar o canteiro das aromáticas, transplantar as sementeiras para local definitivo e fazer novas sementeiras.
Comecei pelo canteiro das aromáticas, que descobri que tinha uma altura insuficiente para pôr as coisas diretamente na terra. Por isso, resolvi colocar tudo em vasos e floreiras e lá fiz o nosso canteiro de aromáticas onde podem ver hortelã, manjericão, rosmaninho e salva, oferecidos pelos nossos amigos "Soutelinhos", e por fim a salsa e os coentros do Horto da Praia Grande.


hortelã
manjericão, rosmaninho, salva, salsa e coentros

Como podem ver o Simão foi uma grande ajuda e inspiração para tratar da horta durante o fim de semana. Colaborou bastante...




Depois de arranjar os canteiros dediquei-me à verdadeira horta, ou pelo menos, àquilo que virá a ser a nossa verdadeira horta. O Zé construiu um magnífico compostor a partir de paletes que foi apanhando aí pelas ruas de Fontanelas. O Lourenço deu uma ajuda, e saiu esta obra de arte fantástica que tem sido de grande uso cá por casa. Deixámos de deitar fora todas as sobras orgânicas que eram imensas e passámos a colocá-las aqui dentro para mais tarde usarmos para enriquecer a terra.




O terreno onde estamos a fazer a horta é grande, mas está cheio de silvas e canas que têm que ser arrancadas. Essa parte deu mesmo muito trabalho e deixou-nos quase com bolhas nas mãos, mas não desistimos. Eu estava cheia de medo de não estar à altura desta tarefa, mas safei-me. Às vezes olhava para aquele terreno e nem sabia por onde começar, mas com a ajuda do meu engenheiro pessoal, consegui dar forma àquilo. E valeu a pena!!





Ali, naqueles regos feitos por nós, ainda sem sabermos muito bem como começar, estão batatas, mais uma vez oferecidas pelos nossos amigos "Soutelinhos" que gostam de nos oferecer coisas greladas e fora de prazo para pormos na terra. :) 
Nos regos seguintes estão diversos tipos de couve, alho francês e espinafres. Espero que agora chova um bocadinho para não ter que regar a horta. Com muita sorte nossa temos um poço para rega, mas ainda não construímos o sistema que nos vai permitir utilizar aquela água. Será a próxima etapa. Por enquanto acredito na força da natureza para fazer a nossa horta crescer.
Mais uma vez, o Simão foi um ajudante à altura...




No final do dia, já com as pernas e as costas a doer, ainda fiz novas sementeiras com mais couves, brócolos e alfaces. Agora é sempre a andar, sem parar. Espero ver esta horta produzir o suficiente para a nossa família viver. Espero daqui a um ano não ter que comprar legumes cá para casa. Aliás espero conseguir daqui a um ano vender legumes biológicos da nossa horta. Espero que o universo esteja do meu lado...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Este Momento #21



{este momento} - Um ritual de Sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.

{this moment} - A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember.


A primeira vez que vi esta ideia foi no blogue A Horta Encantada e achei fantástica. Tenho fotos aqui guardadas que não sabia o que lhes fazer, mas gosto delas por serem momentos especiais cá de casa. Quem as vir, não vai sempre entendê-las, mas para mim são especiais.
A ideia original saiu do blogue soule mama.

The first time I saw this idea was in A Horta Encantada and felt it would be wonderful if I would do the same. I've got some photos, special photos, that I would like to use but don't know where or how. I think sometimes you won't understand some of them, but for me they are special.
Original idea from the blog soule mama
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Visita ao museu arqueológico de São Miguel de Odrinhas

Esqueleto da pata de uma avestruz

Hoje fomos fazer uma visita ao museu de Odrinhas. Já lá não íamos há uns anos, mas como estamos a estudar o esqueleto dos animais em Ciências da Natureza e os Romanos em História, resolvemos lá ir dar um passeio. 
A exposição é gratuita e sempre aprendemos qualquer coisa nova. Se querem saber porque é que as aves têm um esqueleto diferente do dos mamíferos, ou porque é que os golfinhos têm ossos nas barbatanas, ou como é o esqueleto das tartarugas e o das cobras e sapos, e porque é que os lobos têm uns caninos tão grandes, então deem lá um salto. É muito engraçado para os mais pequenos. E para os crescidos também.
No final da exposição ainda fomos espreitar as ruínas romanas que, embora em muito mau estado de conservação, são sempre fascinantes. Como dizia a Madalena: "Como é possível que construções feitas há 2 milhares de anos ainda existam?" Saí de lá com vontade de ir direta para Conímbriga.
Foi uma manhã bem passada e ainda aproveitámos o sol quentinho antes de irmos para casa almoçar. As fotos são todas da autoria das crianças. 
Ah! É verdade! E voltámos para casa cheios de vontade de deitar mãos à obra e fazer uns mosaicos romanos em papel. Depois falarei disso mais à frente...

Diferença entre o esqueleto das aves e o dos mamíferos

Barbatana de golfinho

Esqueleto de uma cobra

Esqueleto de asa de morcego

Cemitério romano

Mosaico romano