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terça-feira, 9 de março de 2021

A 1ª Guerra Mundial e Pesquisas no Google


Confesso que a forma de aprender dos meus filhos ainda me consegue surpreender por vezes. Quando estudámos Wassily Kandinsky eles ficaram super intrigados e curiosos pelo facto desse homem ter vivido durante as duas grandes guerras e ter andado a saltar de país em país tentando fugir a elas e que muitas das suas obras, infelizmente, foram confiscadas e destruídas pelos nazis. Isto gerou a pergunta, "mas como começou a 1ª guerra mundial", e eu confesso que pouco ou nada sabia sobre esse tema e prometi que iria pesquisar para poder responder a todas as questões. 

E aqui é que entra a forma como eles aprendem. Eles querem saber as coisas, fazem perguntas, mas não estão minimamente interessados em pesquisar. Então, pedem-me que pesquise e depois conversamos sobre o tema enquanto eles fazem novas perguntas e eu pesquiso e vou respondendo. 

Ontem de manhã, enquanto o Matias brincava com peluches e os dois mais velhos jogavam 4 em linha, comecei a pesquisar sobre a 1ª guerra mundial e perguntei o que eles queriam saber. E assim saltaram uma data de perguntas como "o que deu origem à guerra", "quantos países participaram", "se Portugal participou", "que armas usavam", "o que eram os gases tóxicos", "quantas pessoas morreram", "como acabou a guerra", "o que significa Armistício", "o que foi o Tratado de Versalhes" e tantas outras perguntas.

Nunca escrevem nada, apenas fazem perguntas e ouvem as respostas, fazendo mais perguntas de seguida, o que dá origem a novas pesquisas e descobertas. Para uma pessoa que, como eu, andou na escola e passou anos e anos a escrever o que os professores debitavam, a forma deles aprenderem é no mínimo fora da caixa e levei muito tempo a perceber e aceitar que funciona.

 Maioria das vezes temos longas conversas sobre temas que lhes interessam, enquanto temos o google à frente e vamos procurando respostas às questões, muitas vezes usando vídeos para complementar os textos.
 Não quer dizer que não usemos livros, usamos e muito, mas não temos livros sobre todos os temas e o google na ponta dos dedos serve para isto mesmo.

 No meio de tanta pesquisa encontrámos este pequeno vídeo que explica muito bem o final da 1ª guerra
 mundial e que os miúdos adoraram.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Aprendendo História



Voltámos a pegar no livro "A Minha História de Portugal" e espreitámos os primeiros povos da Península Ibérica, incluindo os Romanos.

 Olhamos sempre para a História de uma forma superficial, aprofundando apenas os temas que eles gostam mais, respondendo sempre às perguntas deles, deixando-me conduzir por eles. Acabámos por aprender também a ler um mapa, a sua orientação, a legenda e a escala.

 Assim até é divertido aprender História!

quarta-feira, 18 de março de 2015

O 4 de Julho - Ensino Doméstico

Resultado de imagem para o patriota filme
Muitas pessoas me perguntam como faço ensino doméstico, se sigo o curriculo, se faço fichas, se temos um horário rígido, como os avalio e sei o que sabem e tantas outras questões que entendo que pairem na cabeça das pessoas.
Bom, a minha resposta é sempre que depende da criança, da sua idade e principalmente dos seus interesses. Sim, porque mesmo com um currículo para cumprir e exames para fazer, tento sempre seguir os interesses deles porque sei que as crianças só aprendem o que querem aprender e quando querem aprender. Não vale a pena despejar-lhes curriculos se o tema não for aquele que lhes interessa naquele momento e por outro lado, no que diz respeito a fichas, que poucas crianças gostam de fazer, só servem para aferirmos o que eles já sabem e eu faço-o de muitas outras formas. Eu vivo com eles 24 horas por dia!
Aqui em casa, a matemática é o único tema que estudamos usando um método bastante tradicional e por vezes com exercícios escritos, mas todas as outras disciplinas são trabalhadas de uma forma muito pouco estruturada e com muito pouco suporte escrito da parte das crianças. Qualquer um dos meus filhos tem uma forma de aprender bastante parecida com a minha, gostamos de histórias e de exemplos concretos para perceber as coisas. Pode até ter alguma influência da minha parte, mas já tentámos outras formas de aprender que não funcionaram tão bem. Alías, a Madalena, que está este ano na escola diz muitas vezes com um ar triste que gostava da forma como aprendiamos em casa. Digo aprendiamos, porque eu também estou em constante aprendizagem, pois muitas vezes tenho que procurar informação e ler sobre determinado tema para depois o poder discutir com eles.
Bom, como me fazem sempre muitas perguntas sobre como trabalhamos, resolvi escrever aqui sobre isso. E hoje, para começar sem ser de uma forma apenas teórica, vou dar-vos um exemplo bem concreto e prático de como aprendemos o que eles querem aprender.
Ontem na biblioteca, o Lourenço pediu para trazermos o filme, "O Patriota", para vermos em casa. Eu sei que ele adora filmes épicos e de guerra e pensei que era uma forma muito simples e apelativa de falarmos do tema do filme, a guerra da independência dos EUA. Assim, ainda antes de vermos o filme, fui procurar informação que me explicasse a mim, os factos históricos sobre aquele tema, para que os pudesse explicar ao Lourenço de uma forma acessível e rápida, que nestas coisas não vale a pena alongarmo-nos com explicações que ultrapassem o entendimento deles. Aproveitámos para olhar para o mapa mundo que temos na nossa parede e ver onde fica a Inglaterra e os EUA e percebermos que naquela altura, século 18, se navegava por mar para chegar ao outro lado do oceano e conquistar novos territórios. 
Durante o filme também falámos das roupas que usavam na altura, que tipo de armas existiam, o que era uma milícia, de como funcionavam os mensageiros para distribuir correio, de como não havia telefone nem carros, de como não havia eletricidade e de como brancos e negros conviviam naquela altura. Aprendemos imenso!  
Claro que muitas pessoas acharão que este filme não é para a idade deles, mas isso é outro tema a debater. Para mim, depende da criança e daquilo que ela é capaz de assimilar. No nosso caso vemos quase todo o tipo de filmes, mas isso é uma decisão de cada família. 
Aqui deixo-vos também o texto que usei para lhes explicar a história do filme.


"4 de Julho, Dia da Independência dos Estados Unidos da América. Muita gente não tem ideia do que esta data significa para o povo americano. Tudo começou em 1607. Naquele ano, um pequeno grupo de colonizadores fundou a primeira colónia inglesa permanente na América. Posteriormente, 13 outras colónias espalharam-se pela costa Atlântica todas elas sob o domínio do rei da Inglaterra e com mais de 2 milhões de colonizadores. No centro, Pensilvânia, New York, New Jersey e Delaware; no norte, Massachussetts, New Hampshire, Rhode Island e Connecticut e no sul, Virginia, Maryland, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Georgia. Quando a Inglaterra resolveu cobrar impostos dos colonizadores, muitos se recusaram a comprar os produtos tributados dando início a uma grande revolta contra a Inglaterra. Um acto contra a cobrança de impostos, de grande importância em 1773 foi o “Boston Tea Party” que aconteceu em Boston, Massachussetts, onde colonizadores, disfarçados de indíos, destruiram mais de 3 centenas de caixas de chá retirando-as dos navios ingleses e atirando-as ao mar. Várias leis intoleráveis impostas pela Coroa Inglesa provocaram a convocação do primeiro Congresso Continental de Filadélfia, em 1774, pedindo ao Rei e ao Parlamento a revogação da legislação autoritária e igualdade de direitos aos colonizadores. Tais revoltas dão início à Guerra da Independência em 1775. Um ano depois foi formulada a Declaração da Independência para proclamar a separação das 13 colónias americanas da Inglaterra que foi escrita por uma comissão de 5 membros e liderada por Thomas Jefferson, e promulgada em 4 de julho de 1776 em Filadélfia por delegados de todos os territórios. A Declaração dos Estados Unidos da América é inspirada nos ideais do Iluminismo e defende a liberdade individual e o respeito dos Direitos Fundamentais do Ser Humano. A data de 4 de Julho é o mais importante feriado americano. Celebrado com paradas, eventos desportivos e fogo de artifício. A bandeira americana é hasteada e decorações com fitas azuis, vermelhas e brancas são utilizadas em cerimónias públicas."(texto retirado daqui, mas com pequenas alterações para português)

terça-feira, 30 de abril de 2013

25 Abril

O 25 de Abril pela mão do Lourenço:



"Foi uma guerra do 25 de Abril. Antes do 25 de Abril morriam pessoas e não havia liberdade. Pessoas com armas a disparem e homens mortos com sangue. Depois, ficaram em paz a dispararem cravos e houve liberdade".
Lourenço, 6 anos

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Peixes


A Luísa Pitadas, que tem um blogue sobre ensino doméstico que eu gosto muito de espreitar, convidou-me para participar num outro blogue, onde várias famílias em ensino doméstico apresentam alguns trabalhos. A coisa funciona da seguinte maneira: a Luísa dá-nos um tema de quinze em quinze dias e nós temos que o trabalhar da forma que melhor entendermos. No final desses quinze dias todas as famílias que o queiram fazer podem postar o seu trabalho e comparamos as diversas abordagens. É muito engraçado ver como cada família tem a sua forma de trabalhar e desenvolver diferentes assuntos. 
Esta quinzena, até 15 de Novembro, o tema era "Peixes". Nós trabalhámos o tema da forma que as crianças quiseram. Não estavam muito viradas para grandes pesquisas e voltaram-se mais para as artes. Origamis é uma atividade muito querida cá por casa e faz parte da nossa "escola" sempre que possível. Por isso, resolvemos fazer peixinhos em Origami. Vários tipos de peixinhos. Cada um fez o seu e pintou-o da forma que entendeu. Eu também participei, claro. Nunca perco uma oportunidade!!
Ao mesmo tempo, estamos a estudar os Romanos em História. Esta disciplina faz parte do currículo do 5ºano mas nós fazêmo-la para todos. Até o Lourenço tem aprendido umas coisas. Durante o nosso estudo sobre os Romanos, descobrimos que o "peixe" era um dos símbolos secretos dos cristãos aquando da ocupação romana na Península Ibérica e fizeram-se muitos mosaicos romanos com a figura do peixe. Logo, como já andávamos há algum tempo a querer pintar um mosaico romano, resolvemos fazer um com a figura do peixe.
Se quiserem seguir os nossos trabalhos podem encontrá-los aqui. Vamos, a partir de hoje, responder sempre que possível, aos desafios da Luísa.
Espero que gostem! 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Visita ao museu arqueológico de São Miguel de Odrinhas

Esqueleto da pata de uma avestruz

Hoje fomos fazer uma visita ao museu de Odrinhas. Já lá não íamos há uns anos, mas como estamos a estudar o esqueleto dos animais em Ciências da Natureza e os Romanos em História, resolvemos lá ir dar um passeio. 
A exposição é gratuita e sempre aprendemos qualquer coisa nova. Se querem saber porque é que as aves têm um esqueleto diferente do dos mamíferos, ou porque é que os golfinhos têm ossos nas barbatanas, ou como é o esqueleto das tartarugas e o das cobras e sapos, e porque é que os lobos têm uns caninos tão grandes, então deem lá um salto. É muito engraçado para os mais pequenos. E para os crescidos também.
No final da exposição ainda fomos espreitar as ruínas romanas que, embora em muito mau estado de conservação, são sempre fascinantes. Como dizia a Madalena: "Como é possível que construções feitas há 2 milhares de anos ainda existam?" Saí de lá com vontade de ir direta para Conímbriga.
Foi uma manhã bem passada e ainda aproveitámos o sol quentinho antes de irmos para casa almoçar. As fotos são todas da autoria das crianças. 
Ah! É verdade! E voltámos para casa cheios de vontade de deitar mãos à obra e fazer uns mosaicos romanos em papel. Depois falarei disso mais à frente...

Diferença entre o esqueleto das aves e o dos mamíferos

Barbatana de golfinho

Esqueleto de uma cobra

Esqueleto de asa de morcego

Cemitério romano

Mosaico romano