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quarta-feira, 14 de junho de 2017

O Eterno Regresso ao Sistema Solar

Já fizemos alguns sistemas solares ao longo destes anos, mas os miúdos regressam a este tema vezes sem conta. Já os fizemos em desenho, em cartolina para pendurar na parede, em plasticina, em massa fimo e hoje os miúdos fizeram em argila e pintaram com aguarela.
Acordaram de manhã e decidiram que era isto que hoje íam fazer. Googlaram para ver as cores e tamanhos que já não se lembravam e dedicaram-se a esta tarefa toda a manhã. 
A minha parte resumiu-se a brincar com o Matias para que eles pudessem dedicar-se a isto sem verem tudo destruído, e no final tirei fotos!!
Fizeram uma pausa para comer e depois, deitaram-se a ler, ou melhor, o Lourenço leu para o Simão, coisa que o segundo muito aprecia!!
Daqui a pouco vamos sair para ir tratar da horta e brincar com os amigos. Vamos até à Quinta dos Sete Nomes, local onde passamos as tardes de 4ª feira a brincar e a jardinar.
Colherdemae.blospot.com


terça-feira, 19 de abril de 2016

Massa Elástica - Flubber

Hoje fizemos massa elástica para os rapazes se divertirem. A primeira experiência não correu nada bem e foi toda para o lixo porque usámos cola branca para madeira e tem que se usar cola branca para papel ou découpage.
Mas no final, depois da segunda tentativa, saiu bem e os dois rapazes adoraram o resultado.
Aqui fica a receita para fazerem com os vossos filhos:

Ingredientes:
1 copo de cola branca para papel
3/4 copo água fria
1/2 copo água quente
1 colher de chá de borato de sódio (encontram em qualquer farmácia e um pacote custa 1€ e chega para várias experiências)
3 gotas de corante alimentar

1º passo: numa taça, misturar a cola com a água fria e juntar o corante.
2º passo: noutra taça, dissolver o borato de sódio na água quente.
3º passo: deitar a mistura de água quente com borato de sódio na mistura de cola e água fria e ir mexendo até a consistência ser elástica e se soltar da taça. 
Depois é brincar e brincar.
Posso dizer-vos que a nossa massa saiu perfeita e que foi muito fácil de fazer. Só têm que ter atenção para não usarem cola de madeira porque não vai funcionar.
Divirtam-se!









terça-feira, 24 de março de 2015

Lavatórios, Icebergs e Filmes


Hoje de manhã, na casa de banho, o pequeno Simão perguntou para que serve aquela ranhura do lavatório que fica por baixo da torneira. Depois da explicação teórica, enchemos o lavatório com água até começar a sair pela ranhura e fui-lhe fazendo perguntas. Se sair mais água pela torneira do que aquela que sai pela ranhura o que acontece à água do lavatório? E se for ao contrário, o que acontece? O Simão foi respondendo e percebendo a relação entre a quantidade de água que entra e a que sai dependendo do fluxo em cada lado. Com uma taça de plástico, o Simão fez um barco e tentou fazer outro com um copo e percebeu que a taça fica a boiar, mas que o copo vai ao fundo "porque o copo é mais magro", segundo ele. Depois disse que a taça, se ficasse cheia de água ía ao fundo como o Titanic. Aí começaram as minhas perguntas:

- Porque é que o Titanic foi ao fundo?
- Porque bateu numa rocha gigante.
- Numa rocha?
- Numa rocha de gelo. Numa montanha de gelo.
- Como se chamam essas montanhas de gelo?
- Iceberg.
- E algumas pessoas no barco morreram como?
- De frio
- Que se chama hipotermia
- Pois. Hipotermia. O coração começa a bater muito devagar e depois para.

Como já tinhamos visto este filme há uns meses achei interressante como a informação mais importante ficou retida na cabeça do nosso Simão que ainda nem fez 5 anos. Mais uma vez me apercebi de como as crianças aprendem com tanta facilidade e prazer quando o tema lhes interessa e a forma é lúdica. E com isto posso demonstrar como para nós, cá em casa, os filmes são uma ferramenta de trabalho importantítissima.

Estas foram algumas das perguntas que ficaram na cabeça dos mais pequenos depois do filme e para as quais procurámos respostas:

- Como se morre de hipotermia e porquê. 
- Com é que um iceberg consegue estragar um barco tão grande.
- Porque é que as pessoas morriam com a queda do barco, com o impacto.
- Porque é que os ricos e os pobres viajavam em zonas diferentes do barco.
- Porque é que algumas pessoas ajudavam os outros e outras nem por isso.
- Porque é que na viagem entre Southampton e Nova Iorque foram para águas tão geladas? 

Durante a nossa pesquisa sobre a hipotermia descobrimos este video alucinante sobre um Britânico que mergulha e nada em águas geladas. Este vídeo levou-nos para além da hipotermia, para o tema do aquecimento global no Planeta. Mais um tema a explorar. Só falta encontrar um filme à altura!!


quinta-feira, 29 de março de 2012

O Terrário: Caracóis

Há uns tempos atrás, quando tivemos a horta, ou pseudo horta, infestada com caracóis, tivemos que andar à caça deles. Alguns, muitos, acabaram mergulhados na caixa da cerveja, outros, conseguimos afastar da horta, e outros ainda acabaram num projeto que o Lourenço e a Madalena puseram em prática: o Terrário.
Adquirimos uma caixa de plástico retangular e transparente, fizemos furinhos na tampa, colocamos 3 dedos de altura de terra, papel de cozinha molhado e amarrotado a um canto, pedrinhas noutro canto e 3 caracóis. Fomos investigar na internet o que comem os caracóis e lá pusemos umas couves, cenouras e até alface. Eles adoram brócolos, porque tem muito cálcio e eles precisam para a sua casquinha ficar resistente. Já tínhamos percebido que eles gostam mesmo muito de brócolos, pois foi aquilo que mais comeram na nossa horta. Não sobrou nem um! Mas não sabíamos a razão de tal preferência.
Aprendemos também que respiram por um pulmão, que são hermafroditas, e que por isso quando acasalam ficam os dois grávidos e que fazem um buraquinho na terra húmida para porem os ovos. Os dois!!!
Foi divertido aprender umas coisas sobre os caracóis, e nos primeiros dias havia sempre caracóis pela casa fora e pelos braços dos miúdos que passavam horas a observá-los e a tentarem perceber como eles funcionam. O Simão quase esborrachou um dos caracóis com tanta curiosidade. Ainda pensamos esperar que eles acasalassem e pusessem ovos, mas ao fim de umas semanas, começamos a ter pena deles e resolvemos libertá-los. Acho que eles não estavam lá muito felizes e talvez nem conseguissem pôr ovos num espaço tão pequeno. Mas foi uma experiência engraçada e uma forma simples e divertida de aprender.
Porque se pode aprender a brincar. Pode não... deve! E podem crer que quando são as crianças a querer aprender e a querer investigar, as coisas não saem da cabeça na semana seguinte. A informação perdura quando são as crianças a procurar e a viver as coisas, e não dá assim tanto trabalho!!!
Experimentem!! :)