sábado, 16 de novembro de 2013

Da Morte ao Renascer



Há momentos na vida em que é preciso repensar as coisas, parar, sentir e recomeçar se necessário. Por vezes atiramo-nos de cabeça num certa direção acreditando que lá se encontram as respostas para tudo, e sem percebemos deixamos para trás coisas que adoramos, e lutamos, lutamos contra a nossa essência sem nos apercebermos, até que algo acontece e nos mostra que estávamos à deriva, que o caminho não era aquele. Estamos tão focados naquele caminho que nem nos apercebemos das coisas mais importantes. Queremos levar tudo à frente e nem olhamos para o lado, nem paramos para pensar que não é aquele o caminho certo.
As últimas semanas cá em casa foram difíceis. Perdemos uma gravidez ao mesmo tempo que a nossa companheira de brincadeiras, a Nina, uma cadela pastor alemão que fomos buscar ao canil morreu pouco tempo depois de estar connosco. Foi duro para nós crescidos e foi ainda mais duro para as crianças. É regra nossa cá em casa que nunca há segredos entre nós. Nunca! Em situação alguma. Por isso, tudo isto foi vivido em conjunto, sofrido em conjunto. Celebrámos essas perdas com cerimónias muito nossas, e fico feliz por vivermos as coisas desta forma. Saímos destes acontecimentos mais fortes e mais unidos como família e sei que enquanto nos mantivermos assim, nada nos pode derrubar. Confiamos muito uns nos outros, respeitamo-nos e às nossas diferenças e amamo-nos muito. Somos um núcleo e estamos aqui nesta viagem uns para os outros aconteça o que acontecer. Às vezes é preciso passar pela dor para percebermos por onde não queremos ir.  É preciso dar lugar à morte, mesmo das coisas materiais para podermos continuar a viagem e neste momento sei melhor do que nunca por onde não quero ir. O caminho, esse, ainda não o conheço, mas vou-o construindo dia a dia com a ajuda dos que mais amo e enquanto houver verdade, respeito, amor e confiança entre nós, conseguiremos chegar a todo o lado!

sábado, 19 de outubro de 2013

Dobrar roupa na floresta das fadas


As crianças pediram para ficar em casa. Nada de passeios matinais, apenas ficar em casa, coisa simples e descomplicada. Já que assim é, vou dedicar-me à "dobragem" da roupa. Não é que não tenha um quintal cheio de folhas de parreira e uvas esborrachadas mesmo a pedir para ser limpo. Muito pelo contrário. E preciso também de ir para a horta plantar as couves que já estão enormes na sementeira.
Digo "dobragem" porque "engomagem" é coisa que não há nesta casa há mais de 2 anos. Foi mais uma libertação. E que libertação!!! Eu até gosto de dobrar roupa. A sério, adoro o resultado final daqueles montinhos tão estéticos e perfumados que mais tarde cada um arruma no seu espaço. E como dobrar roupa pode ser uma arte, nada melhor do que fazê-lo acompanhada por esta obra de arte magnifica que me leva sempre para a floresta das fadas!!!
Enjoy!!! 


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

HERÓI com maiúscula!!

Sir William Wallace
O Lourenço é um menino com 7 anos que gosta de todos os filmes que tenham espadas e lutas. Quanto mais lutas melhor, e guerras! Adora guerras!!! E este menino acorda todos os dias de manhã e salta direto da cama para cima de mim. Sim, levanta-se e vem abraçar-me. É, dos meus 3 filhos, aquele que mais colo precisa. Gosta de beijinhos e abraços quando os outros fogem só com a ideia de eu os poder agarrar.
Aos 3 anos via o Senhor dos Anéis todos os dias e hoje, com 7 anos, já viu filmes como Tróia, O Gladiador, Braveheart, Piratas das Caraíbas, O Rei Artur, Robin Hood. Nas suas brincadeiras diárias veste-se de um determinado herói e encarna-o. Já foi Aquiles, Maximus, Alexandre o Grande, William Wallace, Jack Sparrow, Aragorn... Os dias do Lourenço são passados a lutar. Sempre de espada na mão e vestido a rigor. Sempre. Para sair de casa é preciso avisar com antecedência para que possa despir a máscara e voltar a ser o Lourenço.
Mas, com 7 anos, sabe quem foi William Wallace e como morreu pela liberdade de um povo, sabe quem foi Aquiles e conhece a história da guerra de Tróia como muitos adultos não conhecem. Até sabe o que é o Cavalo de Tróia e porque se chama calcanhar de Aquiles ao dito! Sabe quem foram os Vickings, onde fica a escandinávia e também como viviam, lutavam e quais as cerimónias fúnebres deste povo. Conhece os Romanos, as roupas que usavam, as armaduras, que acreditavam em mais do que um Deus, e quem era César.
Mas, no entanto, o Lourenço só sabe escrever com letras maiúsculas. Só usa letras maiúsculas na sua escrita e não sabe ou não quer desenhar as outras. Já houve uma altura em que me esforcei para que isso mudasse, mas há muito pouco tempo desisti. Sim, desisti. A única razão que eu encontrava para obrigar o Lourenço a usar letras minúsculas era a pressão social e a pressão dos exames. Hoje decido que não quero saber de pressões sociais nem de exames para nada. O Lourenço é muito mais do que letras! O Lourenço é um menino com capacidades extraordinárias para tantas outras coisas, porquê torturá-lo com uma coisa que não passa de uma convenção social? 
Hoje assumo isto! Não é essa incapacidade que vai fazer dele uma pessoa menos válida. Sabe escrever! Sabe ler! Sabe comunicar! E acima de tudo, sabe sonhar!! Tantos de nós que já perderam essa capacidade... Só não sabe desenhar letras minúsculas! Ridículo, não é? Ridículo deixarmos que esta sociedade da treta nos imponha este tipo de coisas. 
A partir de hoje o Lourenço vai ser mais livre, porque eu o liberto e assumo essa liberdade!!! 
Obrigada José Pacheco por me teres ajudado a ver!!!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Ensino doméstico - Padrões

A natureza está cheia de padrões como os favos das abelhas, um campo de flores, as folhas das árvores, ou então padrões realizados pelo homem, como o telhado de uma casa, o padrão de um passeio na rua, ou mesmo uma pintura de azulejo. 
Cá em casa estivemos a falar destes e de outros padrões e resolvemos pôr em prática, de uma forma artística, a realização de padrões. Para a Madalena aprofundámos o tema e estruturámos a informação. Falámos das diferentes formas de reproduzir padrões que podem ser:

  • por alternância quando o módulo padrão se alterna na forma ou na cor, 
  • por translação quando se repete sempre da mesma forma, 
  • por simetria quando a imagem é invertida em relação a um eixo vertical ou horizontal, 
  • por rotação se o módulo fizer um movimento giratório em torno de um eixo, ou 
  • por assimetria quando o módulo se repete de uma forma aleatória.

Claro que para o Lourenço nada disto era importante e passámos imediatamente à prática. Cada um imaginou e desenhou o seu módulo. Os mais crescidos escolheram como reproduzir o seu padrão e de seguida construímos a estrutura onde se repetiriam os módulos, e depois pintámos. O Lourenço não desenhou qualquer estrutura, mas no final foi surpreendente.
Divertimo-nos imenso e o resultado foi fantástico. Acho mesmo que o menos interessante foi o meu!!!
Parabéns crianças pela vossa imaginação e criatividade!!!










(Toda a informação didática foi retirada do livro "Imaginarte" de Educação Visual do 2º ciclo)

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Lasanha Vegetariana com Leite de Arroz


Deixo-vos com mais uma daquelas receitas que faço muitas vezes cá em casa por ser fácil, rápida e apetecida pelos mais pequenos. Leva muitos legumes e no nosso caso o bechamel é feito com leite de arroz e azeite. Muito saudável.
Para os corajosos e ousados na cozinha, podem sempre não usar a bimby, mas eu não me atreveria. É uma daquelas receitas que só faço graças a essa grande amiga na cozinha.
Bom apetite!!

Ingredientes para o recheio:
500g de curgete
150g de cenoura
300g cogumelos frescos
sumo de 1 limão
1 cebola
2 dentes de alho
100g de tomate
50g de azeite
20g de manjericão
1 caixa de placas de lasanha frescas
50g de queijo mozzarella

Ingredientes para o bechamel:
700g de leite de arroz
90 de farinha
20g de azeite
sal, pimenta e noz moscada


Cortar as curgetes e as cenouras em rodelas finas. Laminar os cogumelos e regar com o sumo do limão. Reservar.
Colocar no copo a cebola, os alhos, o tomate, o azeite e picar 5SEG/VEL5.
Refogar 5MIN/VAROMA/VEL1.
Juntar os legumes reservados, o manjericão e programar 15MIN/VAROMA/VEL COLHER INV. Temperar com sal.
Colocar um pouco do preparado no fundo de um pirex, cubrir com uma camada de massa, outra de legumes, fazendo 3 camadas e terminando com massa. Colocar a última camada apenas quando o bechamel estiver pronto para que a massa não enrole.
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Para preparar o bechamel, basta colocar no copo da bimby todos os ingredientes referidos e programar 8MIN/90º/VEL4.
Cubrir com o bechamel, polvilhar com o queijo ralado e levar ao forno durante cerca de 25 minutos.


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Este Momento #36


{este momento} - Um ritual de Sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.

{this moment} - A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember.


A primeira vez que vi esta ideia foi no blogue A Horta Encantada e achei fantástica. Tenho fotos aqui guardadas que não sabia o que lhes fazer, mas gosto delas por serem momentos especiais cá de casa. Quem as vir, não vai sempre entendê-las, mas para mim são especiais.
A ideia original saiu do blogue soule mama.

The first time I saw this idea was in A Horta Encantada and felt it would be wonderful if I would do the same. I've got some photos, special photos, that I would like to use but don't know where or how. I think sometimes you won't understand some of them, but for me they are special.
Original idea from the blog soule mama.


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Setembro na horta

Quando mudámos para esta casa em Agosto do ano passado, uma das primeiras coisas que resolvemos pôr a funcionar foi a horta e uma das coisas que construímos logo que possível foi um compostor. Foi uma obra totalmente feita pelo Zé com a ajuda do Lourenço e começada a usar imediatamente. A história dessa obra podem encontrar aqui e aqui.
Quase todos os dias enchemos uma caixa tupperware com cascas de legumes e frutas, não uma caixinha, mas um verdadeiro balde com 4 litros de capacidade e despejamos no nosso compostor.
Durante todo o ano que passou fomos enchendo o nosso depósito com matéria orgânica mas achávamos que algo não estava a correr bem. Não encontrávamos minhocas e tudo nos parecia muito seco. Mas continuámos sempre a encher o compostor com os nossos restos de vegetais e fruta, alguma palha, alguma água, até ao dia em que resolvi revolver tudo e ver o que lá se passava.


Só nesse momento descobri que não só estava cheio de minhocas a trabalhar arduamente, como tínhamos, vim a quantificar mais tarde, dois carrinhos de mão cheios de verdadeira terra ou húmus. 



Comprei um crivo e uma espécie de tridente, abri a portinhola do compostor que fica rente ao chão e comecei a puxar o que estava já decomposto e transformado. 


Tudo o que de lá retirei passou pelo crivo e foi deitado no carrinho de mão com algum cuidado para não matar as minhocas que voltaram para dentro do compostor com a ajuda do Simão, fascinado com tais bichinhos. 


Todo o húmus que de lá retirei foi usado para misturar com terra e fazer as novas plantações de outono. E a verdade é que tudo está a crescer mais depressa. Será por isso? Não sei, mas ainda guardei um saco de 40 litros para as novas sementeiras e canteiros.


Agora foi recomeçar a encher e lá  para a primavera já lá devo ter mais uma quantidade de húmus para pôr na terra.
Este foi o grande acontecimento de Setembro na nossa horta. Para o próximo mês há mais novidades!!